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Título: Expropriação por crime ambiental? Limites constitucionais do art. 243 da Constituição Federal e o papel institucional do STF na execução estrutural da ADPF 743
Autor(es): Boianovsky, Luna Barbosa
Orientador(es): Godoy, Miguel Gualano de
Assunto: Crime ambiental
Desapropriação e expropriação
Data de apresentação: 6-Fev-2026
Data de publicação: 23-Fev-2026
Referência: BOIANOVSKY, Luna Barbosa. Expropriação por crime ambiental? Limites constitucionais do art. 243 da Constituição Federal e o papel institucional do STF na execução estrutural da ADPF 743. 2026. 140 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) – Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Resumo: O trabalho examina a possibilidade jurídica de aplicação analógica do art. 243 da Constituição Federal, sobre expropriação, a casos de crimes ambientais, tomando como ponto de partida a execução estrutural da ADPF 743 e a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 28 de abril de 2025 no bojo desta ação. A pesquisa examina o papel institucional do STF diante dessa controvérsia, bem como os limites impostos pelo texto constitucional e pela natureza sancionatória da expropriação, com base em um panorama normativo sobre propriedade, função social, desapropriação e expropriação. A análise articula exame dogmático e reflexão teórica à luz do constitucionalismo popular e da teoria dos diálogos institucionais, concluindo que, embora a proteção ambiental demande respostas institucionais urgentes, a ampliação interpretativa do art. 243 enfrenta restrições constitucionais importantes, cuja superação exige processos democráticos mais amplos. Defende enfim que a atuação do STF pode impulsionar esses processos democráticos por meio de sua responsabilidade institucional, ao evitar a redefinição unilateral de escolhas do constituinte e ao promover abertura deliberativa qualificada, compartilhando com o povo a tarefa de realizar a interpretação constitucional.
Abstract: The paper examines the legal possibility of the analogical application of Article 243 of the Brazilian Federal Constitution, regarding expropriation, to cases of environmental crimes, taking as a starting point the structural enforcement of ADPF 743 and the decision rendered by the Supreme Court (STF) on April 28, 2025, within the scope of this action. The research examines the institutional role of the STF in the face of this controversy, as well as the limits imposed by the constitutional text and by the sanctioning nature of expropriation, based on a normative overview of property, social function, expropriation, and compulsory acquisition. The analysis combines a doctrinal examination and theoretical reflection in light of popular constitutionalism and the theory of institutional dialogues, concluding that, although environmental protection requires urgent institutional responses, the interpretative expansion of Article 243 faces significant constitutional restrictions, whose overcoming requires broader democratic processes. It ultimately argues that the actions of the STF can drive these democratic processes through its institutional responsibility, by preventing the unilateral redefinition of the constituent's choices and by promoting qualified deliberative openness, sharing with the people the task of performing constitutional interpretation.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2026.
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