| Campo Dublin Core | Valor | Língua |
| dc.contributor.advisor | Costa, Gerson Carlos de Oliveira | - |
| dc.contributor.author | Rosa, Sarah de Sousa Santana | - |
| dc.identifier.citation | ROSA, Sarah de Sousa Santana. Liberdade ou exploração: uma análise do discurso do “empreendedor de si mesmo” no trabalho plataformizado. 2026. 89 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) – Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.description | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | O cenário de desenvolvimento tecnológico impulsionado pela Indústria 4.0 vem transformando profundamente a sociedade, impactando a forma como vivemos, trabalhamos e nos comunicamos. Nesse contexto, destaca-se o surgimento das plataformas digitais, que inauguram uma nova forma de organização e gestão do trabalho, na qual se apresentam como meras intermediadoras entre clientes e prestadores de serviços. Com isso, um contingente expressivo de trabalhadores, orientados por uma racionalidade neoliberal que transforma cada indivíduo em “empreendedor de si mesmo”, responsabilizando-o por seus sucessos e fracassos, passa a encarar esse modelo como uma alternativa fácil e acessível de geração de renda, sem a necessidade de se submeter a uma relação formal de subordinação com um chefe hierárquico. Diante desse cenário, a presente pesquisa analisa o impacto do discurso do empreendedor de si mesmo como mecanismo de legitimação de práticas de exploração e de precarização da força de trabalho, a partir do estudo do trabalho mediado por plataformas digitais. Embora os trabalhadores plataformizados acreditem dispor de autonomia e liberdade para decidir quando e como prestar seus serviços, acabam por assumir as consequências decorrentes do não reconhecimento do vínculo formal de emprego, como a ausência de proteção normativa trabalhista e previdenciária. Para tanto, adotou-se metodologia de revisão bibliográfica, com base em artigos científicos, relatórios técnicos e estudos empíricos, bem como o manejo de dados secundários. Os resultados demonstram que, apesar do discurso que os qualifica como meros “parceiros” ou autônomos, esses trabalhadores estão submetidos a um gerenciamento algorítmico que controla de forma significativa as condições de trabalho, definindo valores, as modalidades e a quem será destinado os serviços, além de gerar dependência econômica e estrutural. Ademais, a utilização de instrumentos coletivos de mobilização, como a greve materializada no movimento “Breque dos Apps”, evidencia que os prestadores se reconhecem como trabalhadores e que estão insatisfeitos como tamanha precarização de seu labor. Por fim, conclui-se que, embora inovadores, esses modelos não devem ser estruturados como mecanismos de intensificação da exploração da força de trabalho, mas como potenciais instrumentos de promoção de trabalho digno e decente, em consonância com os valores constitucionais que consagram o trabalho humano fundamentado na dignidade da pessoa humana. | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Empreendedorismo | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Trabalho | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Plataformas digitais | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Trabalho - precarização | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Trabalho - precarização | pt_BR |
| dc.title | Liberdade ou exploração: uma análise do discurso do “empreendedor de si mesmo” no trabalho plataformizado | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de Conclusão de Curso - Graduação - Bacharelado | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-02-23T20:31:29Z | - |
| dc.date.available | 2026-02-23T20:31:29Z | - |
| dc.date.submitted | 2026-02-06 | - |
| dc.identifier.uri | https://bdm.unb.br/handle/10483/43842 | - |
| dc.language.iso | Português | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor que autoriza a Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente da Universidade de Brasília (BDM) a disponibilizar o trabalho de conclusão de curso por meio do sítio bdm.unb.br, com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 International, que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que seja citado o autor e licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação desta. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | The technological development driven by Industry 4.0 has been profoundly transforming society, impacting the way we live, work, and communicate. In this context, the emergence of digital platforms stands out, as they inaugurate a new form of work organization and management, presenting themselves as mere intermediaries between clients and service providers. As a result, a significant contingent of workers, guided by a neoliberal rationality that transforms each individual into an “entrepreneur of the self,” holding them responsible for their successes and failures, comes to view this model as an easy and accessible alternative for income generation, without the need to submit to a formal relationship of subordination to a hierarchical superior. In this scenario, the present research analyzes the impact of the discourse of the entrepreneur of the self as a mechanism for legitimizing practices of exploitation and the precarization of the workforce, based on the study of work mediated by digital platforms. Although platform workers believe they enjoy autonomy and freedom to decide when and how to perform their services, they ultimately assume the consequences arising from the non-recognition of a formal employment relationship, such as the absence of labor and social security protections. To this end, a bibliographic review methodology was adopted, based on scientific articles, technical reports, and empirical studies, as well as the handling of secondary data. The results demonstrate that, despite the discourse that qualifies these workers as mere “partners” or independent contractors, they are subjected to algorithmic management that significantly controls working conditions, defining remuneration, service modalities, and the allocation of tasks, in addition to generating economic and structural dependence. Furthermore, the use of collective instruments of mobilization, such as the strike embodied in the “Breque dos Apps” movement, shows that service providers recognize themselves as workers and express dissatisfaction with the severe precarization of their labor. Finally, it is concluded that, although innovative, these models should not be structured as mechanisms for intensifying the exploitation of the workforce, but rather as potential instruments for promoting decent and dignified work, in line with constitutional values that enshrine human labor as grounded in the dignity of the human person. | pt_BR |
| Aparece na Coleção: | Direito
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