| Título: | Modernidades comparadas em Juan Carlos Onetti (1909-1994) e Jorge Amado (1912-2001): vidas breves e o lado trágico da vida |
| Autor(es): | Gomes, Rafael Nascimento |
| Orientador(es): | Silva Júnior, Augusto Rodrigues da |
| Assunto: | Onetti, Juan Carlos, 1909-1994 Amado, Jorge, 1912-2001 Literatura Literatura comparada Literatura latino-americana |
| Data de apresentação: | 12-Dez-2025 |
| Data de publicação: | 19-Fev-2026 |
| Referência: | GOMES, Rafael Nascimento. Modernidades comparadas em Juan Carlos Onetti (1909-1994) e Jorge Amado (1912-2001): vidas breves e o lado trágico da vida. 2025. 40 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras Português) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | O presente trabalho propõe um diálogo comparativo entre Juan Carlos Onetti e Jorge
Amado, dois escritores centrais da literatura latino-americana do século XX, cujas obras,
embora distintas em estilo e atmosfera, revelam preocupações comuns sobre sociedade,
marginalidade e condição humana. O Brasil de Jorge Amado é marcado por desigualdade
estrutural, vitalidade cultural e conflitos políticos que moldam personagens populares,
vibrantes e profundamente ligados à Bahia; sua literatura celebra o povo, denuncia
injustiças e aposta na criatividade e na resistência dos marginalizados. Já o Uruguai de
Onetti apresenta outro cenário: um país em crise, atravessado por desencanto,
autoritarismo e deterioração urbana, onde a ficção se constrói em ambientes sombrios,
como a cidade imaginária Santa María, povoada por personagens solitários, fracassados
e melancólicos. Apesar das diferenças — Amado iluminado pelo calor humano e Onetti
pela sombra existencial — ambos enxergam a América Latina como espaço de tensões,
sonhos interrompidos e profunda complexidade moral. Sua literatura funciona como
crítica e testemunho: Amado destaca a força coletiva e cultural do povo, enquanto Onetti
expõe o vazio, a desilusão e o fracasso das utopias. O diálogo possível entre os dois
autores está justamente nessa convergência ética: a denúncia da desigualdade, a atenção
aos marginalizados e a construção de mundos literários que refletem, cada um à sua
maneira, as contradições do continente. Assim, suas obras revelam dois modos
complementares de compreender a experiência latino-americana. |
| Abstract: | This study proposes a comparative dialogue between Juan Carlos Onetti and Jorge
Amado, two central writers of twentieth-century Latin American literature whose works,
though distinct in style and atmosphere, reveal shared concerns regarding society,
marginality, and the human condition. Jorge Amado’s Brazil is marked by structural
inequality, cultural vitality, and political conflict, which shape popular, vibrant
characters deeply connected to Bahia; his literature celebrates the people, denounces
injustice, and places faith in the creativity and resilience of the marginalized. Onetti’s
Uruguay, however, presents a different scenario: a country in crisis, permeated by
disillusionment, authoritarianism, and urban decay, where fiction unfolds in shadowy
environments such as the imaginary city of Santa María, inhabited by solitary, defeated,
and melancholic characters. Despite these differences—Amado illuminated by human
warmth and Onetti by existential shadow—both view Latin America as a space of
tensions, interrupted dreams, and profound moral complexity. Their literature serves as
critique and testimony: Amado highlights the collective and cultural strength of the
people, while Onetti exposes emptiness, disillusionment, and the failure of utopias. The
possible dialogue between the two authors lies precisely in this ethical convergence: the
denunciation of inequality, attention to the marginalized, and the construction of literary
worlds that reflect, each in their own way, the contradictions of the continent. Thus, their
works reveal two complementary modes of understanding the Latin American experience. |
| Resumén: | El presente trabajo propone un diálogo comparativo entre Juan Carlos Onetti y Jorge
Amado, dos escritores centrales de la literatura latinoamericana del siglo XX, cuyas
obras, aunque distintas en estilo y atmósfera, revelan preocupaciones comunes sobre la
sociedad, la marginalidad y la condición humana. El Brasil de Jorge Amado está
marcado por la desigualdad estructural, la vitalidad cultural y los conflictos políticos
que moldean personajes populares, vibrantes y profundamente vinculados a Bahía; su
literatura celebra al pueblo, denuncia las injusticias y apuesta por la creatividad y la
resistencia de los marginados. El Uruguay de Onetti, en cambio, presenta otro escenario:
un país en crisis, atravesado por el desencanto, el autoritarismo y la deterioración
urbana, donde la ficción se construye en ambientes sombríos, como la ciudad imaginaria
de Santa María, poblada por personajes solitarios, fracasados y melancólicos. A pesar
de las diferencias —Amado iluminado por el calor humano y Onetti por la sombra
existencial— ambos perciben América Latina como un espacio de tensiones, sueños
interrumpidos y profunda complejidad moral. Su literatura funciona como crítica y
testimonio: Amado destaca la fuerza colectiva y cultural del pueblo, mientras Onetti
expone el vacío, la desilusión y el fracaso de las utopías. El diálogo posible entre los dos
autores está precisamente en esta convergencia ética: la denuncia de la desigualdad, la
atención a los marginados y la construcción de mundos literarios que reflejan, cada uno
a su manera, las contradicciones del continente. Así, sus obras revelan dos modos
complementarios de comprender la experiencia latinoamericana. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teorias Literária e Literaturas, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Letras - Português
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