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dc.contributor.advisorSilva Júnior, Augusto Rodrigues da-
dc.contributor.authorGomes, Rafael Nascimento-
dc.identifier.citationGOMES, Rafael Nascimento. Modernidades comparadas em Juan Carlos Onetti (1909-1994) e Jorge Amado (1912-2001): vidas breves e o lado trágico da vida. 2025. 40 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras Português) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teorias Literária e Literaturas, 2025.pt_BR
dc.description.abstractO presente trabalho propõe um diálogo comparativo entre Juan Carlos Onetti e Jorge Amado, dois escritores centrais da literatura latino-americana do século XX, cujas obras, embora distintas em estilo e atmosfera, revelam preocupações comuns sobre sociedade, marginalidade e condição humana. O Brasil de Jorge Amado é marcado por desigualdade estrutural, vitalidade cultural e conflitos políticos que moldam personagens populares, vibrantes e profundamente ligados à Bahia; sua literatura celebra o povo, denuncia injustiças e aposta na criatividade e na resistência dos marginalizados. Já o Uruguai de Onetti apresenta outro cenário: um país em crise, atravessado por desencanto, autoritarismo e deterioração urbana, onde a ficção se constrói em ambientes sombrios, como a cidade imaginária Santa María, povoada por personagens solitários, fracassados e melancólicos. Apesar das diferenças — Amado iluminado pelo calor humano e Onetti pela sombra existencial — ambos enxergam a América Latina como espaço de tensões, sonhos interrompidos e profunda complexidade moral. Sua literatura funciona como crítica e testemunho: Amado destaca a força coletiva e cultural do povo, enquanto Onetti expõe o vazio, a desilusão e o fracasso das utopias. O diálogo possível entre os dois autores está justamente nessa convergência ética: a denúncia da desigualdade, a atenção aos marginalizados e a construção de mundos literários que refletem, cada um à sua maneira, as contradições do continente. Assim, suas obras revelam dois modos complementares de compreender a experiência latino-americana.pt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subject.keywordOnetti, Juan Carlos, 1909-1994pt_BR
dc.subject.keywordAmado, Jorge, 1912-2001pt_BR
dc.subject.keywordLiteraturapt_BR
dc.subject.keywordLiteratura comparadapt_BR
dc.subject.keywordLiteratura latino-americanapt_BR
dc.titleModernidades comparadas em Juan Carlos Onetti (1909-1994) e Jorge Amado (1912-2001): vidas breves e o lado trágico da vidapt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - Graduação - Licenciaturapt_BR
dc.date.accessioned2026-02-19T19:56:56Z-
dc.date.available2026-02-19T19:56:56Z-
dc.date.submitted2025-12-12-
dc.identifier.urihttps://bdm.unb.br/handle/10483/43808-
dc.language.isoPortuguêspt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor que autoriza a Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente da Universidade de Brasília (BDM) a disponibilizar o trabalho de conclusão de curso por meio do sítio bdm.unb.br, com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 International, que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que seja citado o autor e licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação desta.pt_BR
dc.description.abstract1This study proposes a comparative dialogue between Juan Carlos Onetti and Jorge Amado, two central writers of twentieth-century Latin American literature whose works, though distinct in style and atmosphere, reveal shared concerns regarding society, marginality, and the human condition. Jorge Amado’s Brazil is marked by structural inequality, cultural vitality, and political conflict, which shape popular, vibrant characters deeply connected to Bahia; his literature celebrates the people, denounces injustice, and places faith in the creativity and resilience of the marginalized. Onetti’s Uruguay, however, presents a different scenario: a country in crisis, permeated by disillusionment, authoritarianism, and urban decay, where fiction unfolds in shadowy environments such as the imaginary city of Santa María, inhabited by solitary, defeated, and melancholic characters. Despite these differences—Amado illuminated by human warmth and Onetti by existential shadow—both view Latin America as a space of tensions, interrupted dreams, and profound moral complexity. Their literature serves as critique and testimony: Amado highlights the collective and cultural strength of the people, while Onetti exposes emptiness, disillusionment, and the failure of utopias. The possible dialogue between the two authors lies precisely in this ethical convergence: the denunciation of inequality, attention to the marginalized, and the construction of literary worlds that reflect, each in their own way, the contradictions of the continent. Thus, their works reveal two complementary modes of understanding the Latin American experience.pt_BR
dc.description.abstract2El presente trabajo propone un diálogo comparativo entre Juan Carlos Onetti y Jorge Amado, dos escritores centrales de la literatura latinoamericana del siglo XX, cuyas obras, aunque distintas en estilo y atmósfera, revelan preocupaciones comunes sobre la sociedad, la marginalidad y la condición humana. El Brasil de Jorge Amado está marcado por la desigualdad estructural, la vitalidad cultural y los conflictos políticos que moldean personajes populares, vibrantes y profundamente vinculados a Bahía; su literatura celebra al pueblo, denuncia las injusticias y apuesta por la creatividad y la resistencia de los marginados. El Uruguay de Onetti, en cambio, presenta otro escenario: un país en crisis, atravesado por el desencanto, el autoritarismo y la deterioración urbana, donde la ficción se construye en ambientes sombríos, como la ciudad imaginaria de Santa María, poblada por personajes solitarios, fracasados y melancólicos. A pesar de las diferencias —Amado iluminado por el calor humano y Onetti por la sombra existencial— ambos perciben América Latina como un espacio de tensiones, sueños interrumpidos y profunda complejidad moral. Su literatura funciona como crítica y testimonio: Amado destaca la fuerza colectiva y cultural del pueblo, mientras Onetti expone el vacío, la desilusión y el fracaso de las utopías. El diálogo posible entre los dos autores está precisamente en esta convergencia ética: la denuncia de la desigualdad, la atención a los marginados y la construcción de mundos literarios que reflejan, cada uno a su manera, las contradicciones del continente. Así, sus obras revelan dos modos complementarios de comprender la experiencia latinoamericana.pt_BR
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