| Título: | Biopirataria e patentes internacionais: a exploração da biodiversidade brasileira por empresas estrangeiras e o desafio da repartição de benefícios |
| Autor(es): | Carneiro, Rafael Cerqueira Nunes |
| Orientador(es): | Farias, Inez Lopes Matos Carneiro de |
| Assunto: | Biodiversidade Pirataria Pirataria (Direitos autorais) Biopirataria Propriedade intelectual Conhecimentos tradicionais (propriedade intelectual) Patrimônio genético Repartição de benefícios (propriedade intelectual) |
| Data de apresentação: | 26-Nov-2025 |
| Data de publicação: | 8-Jan-2026 |
| Referência: | CARNEIRO, Rafael Cerqueira Nunes. Biopirataria e patentes internacionais: a exploração da biodiversidade brasileira por empresas estrangeiras e o desafio da repartição de benefícios. 2025. 47 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | O trabalho faz uma análise sobre a forma com que a biodiversidade brasileira e o sistema internacional de propriedade intelectual estão relacionados, evidenciando que instrumentos, como patentes e marcas podem operar como formas de apropriação econômica de recursos biológicos e conhecimentos tradicionais. A partir de uma comparação decolonial entre a Convenção da Diversidade Biológica, o Protocolo de Nagoia, a Lei nº 13.123/2015 e o recente Tratado da OMPI sobre Propriedade Intelectual, Recursos Genéticos e Conhecimentos Tradicionais Associados, discutem-se as limitações dos mecanismos atuais de controle, fiscalização e repartição de benefícios, especialmente em um cenário de fortes assimetrias tecnológicas e geopolíticas. A análise de casos emblemáticos de biopirataria — como os envolvendo o cupuaçu e a ayahuasca — demonstra como estratégias empresariais e lacunas do SisGen, do CGen e do regime brasileiro de proteção tornam a biodiversidade e os povos tradicionais particularmente vulneráveis. Conclui-se que, embora o Tratado da OMPI represente avanço ao incorporar obrigações de transparência e salvaguardas voltadas às comunidades tradicionais, ainda persistem fragilidades na estrutura de implementação existente, o que exige o aprimoramento das regulações e maior protagonismo das comunidades detentoras de saberes tradicionais nos procedimentos legislativos e administrativos que buscam assegurar o uso ético, sustentável e soberano da biodiversidade brasileira. |
| Abstract: | The study examines how Brazilian biodiversity intersects with the international intellectual property system, showing that instruments such as patents and trademarks can operate as mechanisms of economic appropriation of biological resources and traditional knowledge. By comparing the Convention on Biological Diversity, the Nagoya Protocol, Law No. 13.123/2015, and the recent WIPO Treaty on Intellectual Property, Genetic Resources, and Associated Traditional Knowledge, the research discusses the limitations of current mechanisms for control, oversight, and benefit-sharing, particularly within a context marked by significant technological and geopolitical asymmetries. The analysis of emblematic biopiracy cases — including those involving cupuaçu and ayahuasca — demonstrates how corporate strategies and gaps within SisGen, CGen, and the Brazilian protection regime render biodiversity and traditional peoples especially vulnerable. The study concludes that, although the WIPO Treaty represents progress by introducing transparency obligations and safeguards for traditional communities, structural weaknesses persist in implementing fair and equitable benefit-sharing. It reinforces the need for improved national and international regulation and greater protagonism of communities holding traditional knowledge to ensure the ethical, sustainable, and sovereign use of Brazil’s biodiversity. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Direito
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