| Título: | Autonomia conflitual nos contratos internacionais e seus limites no foro brasileiro |
| Autor(es): | Paiva, Gabriel Arruda |
| Orientador(es): | Farias, Inez Lopes Matos Carneiro de |
| Assunto: | Contratos Contratos internacionais Autonomia da vontade (Direito) Direito internacional Direito internacional privado |
| Data de apresentação: | 26-Nov-2025 |
| Data de publicação: | 6-Jan-2026 |
| Referência: | PAIVA, Gabriel Arruda. Autonomia conflitual nos contratos internacionais e seus limites no foro brasileiro. 2025. 80 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Este Trabalho de Conclusão de Curso analisa a autonomia da vontade na escolha da lei aplicável — denominada autonomia conflitual — nos contratos internacionais, bem como os limites impostos pelo ordenamento jurídico brasileiro à sua aplicação. Partindo de uma reconstrução histórica que vai das origens estatutárias medievais ao reconhecimento contemporâneo da lex voluntatis, examina-se a trajetória do instituto até sua consolidação na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Se atendo ao método teórico-dogmático, o estudo realiza uma análise da literatura especializada, da jurisprudência, das leis internas e das convenções internacionais, demonstrando que a autonomia conflitual não apenas se encontra consagrada como princípio do Direito Internacional Privado brasileiro, como também se mostra em franca expansão. Identificam-se, contudo, três principais restrições ao seu exercício: (i) as normas de aplicação imediata, (ii) a ordem pública internacional e (iii) o controle de constitucionalidade da lei estrangeira. Conclui-se que, no paradigma atual, a autonomia conflitual deve constituir a regra e suas limitações, a exceção, aplicáveis de forma proporcional, a fim de harmonizar o Direito Internacional Privado brasileiro com os padrões internacionais contemporâneos. |
| Abstract: | This undergraduate thesis examines the autonomy of will in the choice of the applicable law — known as party autonomy or conflictual autonomy — in international contracts, as well as the limits imposed by the Brazilian legal system on its application. Starting from a historical reconstruction that ranges from medieval statutory origins to the contemporary recognition of the lex voluntatis, the study traces the development of the institute up to its consolidation in the case law of the Superior Court of Justice (Superior Tribunal de Justiça). Using a theoreticaldogmatic method, it analyzes legal scholarship, jurisprudence, domestic legislation, and international conventions to demonstrate that conflictual autonomy is not only enshrined as a principle of Brazilian Private International Law but is also in clear expansion. Nevertheless, three main restrictions to its exercise are identified: (i) overriding mandatory rules, (ii) the international public policy exception, and (iii) the constitutional review of foreign law. It concludes that, within the current paradigm, conflictual autonomy should be treated as the rule and its limitations as exceptions, to be applied proportionally, in order to harmonize Brazilian Private International Law with contemporary international standards. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Direito
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