Utilize este link para identificar ou citar este item: https://bdm.unb.br/handle/10483/42753
Arquivos neste item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
2025_ThaivoneSousaDosSantos_tcc.pdf441,78 kBAdobe PDFver/abrir
Título: Entre o açoite e a sobrevivência: família negra e a resistência no Brasil escravista
Autor(es): Santos, Thaivone Sousa dos
Orientador(es): Nogueról, Luiz Paulo Ferreira
Assunto: Família
Famílias negras
Escravidão
Necropolítica
Data de apresentação: 23-Jul-2025
Data de publicação: 8-Dez-2025
Referência: SANTOS, Thaivone Sousa dos. Entre o açoite e a sobrevivência: família negra e a resistência no Brasil escravista. 2025. 39 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Este trabalho investiga as estratégias de resistência e reexistência desenvolvidas pelas famílias negras durante o período escravista brasileiro, entre os séculos XVIII e XIX. A partir de uma análise historiográfica crítica, o estudo desloca o foco da figura do senhor e da economia escravista para a subjetividade, os afetos e as práticas sociais dos escravizados. Com base em fontes históricas, literárias e jurídicas, e no diálogo com autores como José Murilo de Carvalho, Martha Hameister, Keila Grinberg, Achille Mbembe, entre outros, a pesquisa evidencia como os escravizados resistiram à fragmentação familiar imposta pela ordem escravista através de táticas cotidianas como o compadrio, o batismo, a religiosidade de matriz africana e a oralidade. O conceito de reexistência é central para compreender essas práticas como afirmações de vida e dignidade em meio à necropolítica colonial. O trabalho também critica a romantização da miscigenação e revela os efeitos persistentes da escravidão na marginalização das famílias negras no Brasil contemporâneo. Ao reconhecer a família negra como espaço de memória, identidade e luta, o estudo contribui para a descolonização das narrativas históricas.
Abstract: This research investigates the strategies of resistance and reexistence developed by Black families during the Brazilian slavery period, between the 18th and 19th centuries. Through a critical historiographical approach, the study shifts the focus from the slaveholders and economic system to the subjectivity, affect, and social practices of the enslaved. Drawing on historical, literary, and legal sources, and engaging with authors such as José Murilo de Carvalho, Martha Hameister, Keila Grinberg, and Achille Mbembe, the research reveals how enslaved people resisted the fragmentation of their families imposed by the slave order through everyday practices such as godparenthood, baptism, African-based religiosity, and orality. The concept of reexistence is central to understanding these practices as affirmations of life and dignity in the face of colonial necropolitics. The work also critiques the romanticization of racial mixing and highlights the persistent effects of slavery on the marginalization of Black families in contemporary Brazil. By recognizing the Black family as a site of memory, identity, and resistance, this study contributes to the decolonization of historical narratives.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de História, 2025.
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor que autoriza a Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente da Universidade de Brasília (BDM) a disponibilizar o trabalho de conclusão de curso por meio do sítio bdm.unb.br, com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 International, que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que seja citado o autor e licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação desta.
Aparece na Coleção:História



Todos os itens na BDM estão protegidos por copyright. Todos os direitos reservados.