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dc.contributor.advisorSousa, José Vieira de-
dc.contributor.authorBarbosa, Júlia Oliveira-
dc.identifier.citationBARBOSA, Júlia Oliveira. A lógica da accountability na educação básica: uma análise sobre a responsabilização escolar diante dos resultados das avaliações externas. 2025. 53 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, 2025.pt_BR
dc.description.abstractEste estudo analisa a lógica da accountability na educação básica brasileira, investigando como os resultados das avaliações externas ou em larga escala têm sido utilizados para responsabilizar escolas e professores, frequentemente negligenciando o contexto sociocultural e as condições de oferta do ensino. De natureza qualitativa e fundamentado em revisão bibliográfica, o estudo estrutura-se a partir de três eixos principais: i) a evolução histórica da avaliação educacional no Brasil; ii) a conceituação de accountability, considerando sua interface com o Estado Avaliador e o gerencialismo; iii) as repercussões concretas das avaliações externas, como política educacional, no cotidiano escolar. Os resultados demonstram que da forma que vem sendo operacionalizada no cenário nacional, a accountability caracteriza-se predominantemente por um viés vertical e punitivo, materializado por meio de rankings, bonificações e pressão por resultados. Essa lógica tem levado a efeitos perversos no núcleo pedagógico, como o estreitamento curricular e a perda de autonomia docente, e na cultura escolar, com a intensificação da competição e o esvaziamento da gestão democrática. Conclui-se que o modelo hegemônico de responsabilização, ao priorizar métricas de desempenho em detrimento de processos formativos, não apenas falha em promover a melhoria substantiva da educação, como também aprofunda desigualdades e contradiz os princípios de uma educação plural e emancipatória previstos na Constituição Federal de 1988. Diante dos resultados da pesquisa, defende-se a necessidade de se repensar as atuais políticas de avaliação externa, com vistas a uma accountability democrática, contextualizada e comprometida com a qualidade social da educação.pt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subject.keywordEducação básicapt_BR
dc.subject.keywordPolíticas educacionaispt_BR
dc.subject.keywordAccountabilitypt_BR
dc.titleA lógica da accountability na educação básica : uma análise sobre a responsabilização escolar diante dos resultados das avaliações externaspt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - Graduação - Licenciaturapt_BR
dc.date.accessioned2026-03-30T12:23:40Z-
dc.date.available2026-03-30T12:23:40Z-
dc.date.submitted2025-12-05-
dc.identifier.urihttps://bdm.unb.br/handle/10483/44019-
dc.language.isoPortuguêspt_BR
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dc.description.abstract1This study analyzes the logic of accountability in Brazilian basic education, investigating how the results of external or large-scale assessments have been used to hold schools and teachers accountable, often neglecting the sociocultural context and the conditions under which education is provided. Qualitative in nature and grounded in a bibliographic review, the study is structured around three main axes: i) the historical evolution of educational assessment in Brazil; ii) the conceptualization of accountability, considering its interface with the Evaluator State and managerialism; iii) the concrete repercussions of external assessments, as an educational policy, on daily school life. The results demonstrate that, as it has been operationalized in the national scenario, accountability is predominantly characterized by a vertical and punitive bias, materialized through rankings, bonuses, and pressure for results. This logic has led to perverse effects on the pedagogical core, such as curriculum narrowing and the loss of teacher autonomy, and on school culture, with the intensification of competition and the erosion of democratic management. It is concluded that the hegemonic model of accountability, by prioritizing performance metrics over formative processes, not only fails to promote substantive improvement in education but also deepens inequalities and contradicts the principles of a pluralistic and emancipatory education enshrined in the Federal Constitution of 1988. In light of the research findings, the study advocates for the need to rethink current external assessment policies, aiming for a democratic, contextualized accountability committed to the social quality of education.pt_BR
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