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dc.contributor.advisorMoraes, Marcella Assis de-
dc.contributor.authorPimenta, Yasmin Bomfim Machado-
dc.identifier.citationPIMENTA, Yasmin Bomfim Machado. Duas almas e um espelho: identidade, ironia e crítica social em Machado de Assis. 2025. 17 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras Português) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, 2025.pt_BR
dc.description.abstractO presente artigo analisa o conto O Espelho, de Machado de Assis, sob a perspectiva da crítica social e da constituição da subjetividade, articulando literatura, psicanálise e mitologia clássica. A narrativa é interpretada como uma metáfora da fragilidade do sujeito brasileiro do século XIX, cuja identidade é sustentada por títulos, insígnias e reconhecimento alheio. Com base nas leituras de Roberto Schwarz (2000), Raymundo Faoro (1974), Antônio Candido (1995), o texto evidencia a crítica machadiana à estrutura hierárquica da sociedade escravocrata, revelando que a posição social do indivíduo depende da encenação de prestígio e do olhar dos outros, inclusive dos escravizados. Através do mito de Narciso e do conceito lacaniano de “estádio do espelho”, demonstra-se como o alferes protagonista só se reconhece como sujeito a partir da imagem idealizada refletida no espelho, uma imagem mediada pelos símbolos sociais. Quando privado desses elementos, mergulha em crise identitária, revelando o vazio ontológico por trás da “alma exterior”. Assim, O Espelho configura-se como uma crítica contundente à obsessão nacional por títulos e aparências, denunciando o caráter performático e ilusório da identidade social no Brasil oitocentista.pt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subject.keywordAssis, Machado de, 1839-1908pt_BR
dc.subject.keywordLiteraturapt_BR
dc.subject.keywordLiteratura brasileirapt_BR
dc.subject.keywordAnálise literáriapt_BR
dc.subject.keywordLiteratura brasileira - crítica, interpretação, etcpt_BR
dc.titleDuas almas e um espelho: identidade, ironia e crítica social em Machado de Assispt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - Graduação - Licenciaturapt_BR
dc.date.accessioned2026-02-19T20:30:05Z-
dc.date.available2026-02-19T20:30:05Z-
dc.date.submitted2025-07-16-
dc.identifier.urihttps://bdm.unb.br/handle/10483/43819-
dc.language.isoPortuguêspt_BR
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dc.description.abstract1This article analyzes Machado de Assis's short story "The Mirror" from the perspective of social criticism and the constitution of subjectivity, articulating literature, psychoanalysis, and classical mythology. The narrative is interpreted as a metaphor for the fragility of the 19th-century Brazilian bourgeois subject, whose identity is sustained by titles, insignia, and the recognition of others. Based on the readings of Roberto Schwarz (2000) and Raymundo Faoro (1974), the text highlights Machado de Assis's critique of the hierarchical structure of slave society, revealing that an individual's social position depends on the staging of prestige and the gaze of others, including enslaved people. Through the myth of Narcissus and the Lacanian concept of the "mirror stage," it demonstrates how the protagonist, the ensign, only recognizes himself as a subject through the idealized image reflected in the mirror, an image mediated by social symbols. When deprived of these elements, he plunges into an identity crisis, revealing the ontological void behind the "external soul." Thus, The Mirror constitutes a scathing critique of the national obsession with titles and appearances, exposing the performative and illusory nature of social identity in nineteenth-century Brazil.pt_BR
Aparece na Coleção:Letras - Português



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