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Título: A colina dos mártires : a Vala de Perus e a perturbação cultural, política e social da morte
Autor(es): Amaral, Marcelo Melo Ferreira
Orientador(es): Torres, Mateus Gamba
Assunto: Pessoas desaparecidas
Ditadura militar
Necropolítica
Data de apresentação: 12-Dez-2025
Data de publicação: 22-Jan-2026
Referência: AMARAL, Marcelo Melo Ferreira. A colina dos mártires: a Vala de Perus e a perturbação cultural, política e social da morte. 2025. 53 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: A presente monografia analisa a perturbação cultural, política e social da morte a partir dos casos de desaparição forçada durante a ditadura militar brasileira. O trabalho utiliza como pano de fundo a descoberta da vala clandestina no Cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus, em São Paulo, e evidencia como o Estado produziu mecanismos de ocultação sistemática dos cadáveres. A partir do conceito de “necropolítica”, de Achille Mbembe, e dos estudos voltados à História da Morte, a pesquisa discute como o controle dos corpos e da memória opera como instrumento de poder, produção de silêncio, apagamento de identidades e interdição dos processos de luto dos familiares. Ao articular testemunhos, reportagens e reflexão historiográfica, busca-se compreender a maneira como o terrorismo de Estado ultrapassou a morte física e incidiu o campo simbólico, prolongando assim o trauma por meio da negação, impunidade e supressão da memória coletiva.
Abstract: The following monograph analyzes the cultural, political, and social disruption of death based on cases of enforced disappearance during the Brazilian military dictatorship. The work uses as its backdrop the discovery of the clandestine mass grave in the Dom Bosco Cemetery, in the Perus neighborhood of São Paulo, and highlights how the State produced mechanisms for the systematic concealment of corpses. Using Achille Mbembe's concept of "necropolitics" and studies focused on the History of Death, the research discusses how the control of bodies and memory operates as an instrument of power, producing silence, erasing identities, and prohibiting the grieving processes of families. By articulating testimonies, news reports, and historiographical reflection, it seeks to understand how state terrorism transcended physical death and impacted the symbolic field, thus prolonging the trauma through denial, impunity, and the suppression of collective memory.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de História, 2025.
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