| Título: | O uso da cera de carnaúba pela indústria farmacêutica e a subvalorização do patrimônio genético brasileiro pelo art. 17 da Lei da Biodiversidade |
| Autor(es): | Luccas, Lyandra Souza de |
| Orientador(es): | Costa Neto, Nicolao Dino de Castro e |
| Assunto: | Brasil. Lei n. 13.123, de 20 de maio de 2015 Conhecimentos tradicionais (propriedade intelectual) Repartição de benefícios (propriedade intelectual) Patrimônio genético Carnaúba Propriedade intelectual |
| Data de apresentação: | 2-Dez-2025 |
| Data de publicação: | 8-Jan-2026 |
| Referência: | LUCCAS, Lyandra Souza de. O uso da cera de carnaúba pela indústria farmacêutica e a subvalorização do patrimônio genético brasileiro pelo art. 17 da Lei da Biodiversidade. 2025. 56 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | O presente estudo voltou-se à análise do uso da cera de carnaúba (Copernicia Prunifera, espécie de palmeira nativa do Estado do Ceará), pela indústria farmacêutica. Além disso, examinou-se de que forma o art. 17 da Lei da Biodiversidade (Lei nº 13.123/2015) contribui, paradoxalmente, para que o patrimônio genético brasileiro fosse subvalorizado. Os resultados demonstraram que a mencionada norma, ao condicionar a obrigação de repartir benefícios à comprovação de que o componente genético utilizado é um dos “elementos principais de agregação de valor” do produto acabado, legitimou a exploração comercial predatória desse recurso natural sem a devida compensação ambiental. Além disso, através de pedidos de acesso à informação à Anvisa e ao CGen, verificou-se que todas as empresas do setor que utilizam a cera de carnaúba na fabricação de medicamentos não realizarem a repartição de benefícios com a União Federal. Por fim, conclui-se que a atual regulamentação afrontou princípios constitucionais ambientais de suma importância, prejudicando a conservação da biodiversidade nacional e comprometendo a soberania nacional. |
| Abstract: | This study focused on analyzing the use of carnauba wax (Copernicia Prunifera, a species of palm tree native to the state of Ceará) by the pharmaceutical industry. In addition, it examined how Article 17 of the Biodiversity Law (Law No. 13,123/2015) paradoxically contributes to the undervaluation of Brazilian genetic heritage. The results showed that this provision, by making the obligation to share benefits conditional on proof that the genetic component used is one of the “main elements of added value” of the finished product, legitimized the predatory commercial exploitation of this natural resource without due environmental compensation. Furthermore, through requests for access to information from Anvisa and CGen, it was found that all companies in the sector that use carnauba wax in the manufacture of medicines do not share benefits with the Federal Government. Finally, it was concluded that the current regulations violated constitutional environmental principles of paramount importance, undermining the maintenance of national biodiversity and compromising national sovereignty. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Direito
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