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dc.contributor.advisorVieira, Guilherme Gomes-
dc.contributor.authorVasconcelos, Maria Helena-
dc.identifier.citationVASCONCELOS, Maria Helena. Encarceramento e prisão preventiva: um estudo comparado entre Brasil e Espanha. 2025. 56 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025.pt_BR
dc.description.abstractO encarceramento em massa tem se consolidado como desafio central para os sistemas de justiça criminal contemporâneos, refletindo tensões entre segurança pública, garantias processuais e políticas penais. Estudos sugerem que o uso ampliado da prisão preventiva corresponde a um dos fatores para o elevado número de pessoas em cárcere. Nesse contexto, Brasil e Espanha apresentam trajetórias distintas, embora sustentadas por bases normativas semelhantes. Este trabalho tem por objetivo analisar comparativamente o encarceramento e a aplicação da prisão preventiva nesses dois países, identificando como escolhas legislativas e práticas institucionais influenciam seus diferentes níveis de população prisional. Utilizou-se o método de análise comparativa, com base em dados estatísticos oficiais e na interpretação das normas constitucionais, penais e processuais pertinentes. Os resultados evidenciaram diferenças estruturais relevantes entre os sistemas prisionais brasileiro e espanhol, permitindo identificar contrastes na dimensão e no ritmo de crescimento das populações carcerárias, bem como na composição por gênero, idade e nos regimes de cumprimento de pena predominantes em cada país. A pesquisa apontou distintas proporções de presos provisórios, associadas, entre outros fatores, às especificidades normativas de cada ordenamento, especialmente no que se refere aos limites temporais e aos mecanismos de controle da prisão preventiva, o que permitiu discutir como escolhas legislativas e práticas judiciais influenciam diretamente o encarceramento. Verificaram-se ainda divergências significativas quanto aos tipos penais mais incidentes e à presença de pessoas estrangeiras nas prisões, aspectos que refletem tanto características sociocriminais quanto diferenças legislativas e de política penal. Essas constatações possibilitaram discutir como fatores normativos, estruturais e contextuais contribuem para produzir cenários de encarceramento distintos. Por fim, constata-se que, embora Brasil e Espanha compartilhem fundamentos jurídicos semelhantes, persistem diferenças significativas no uso e nos limites da prisão preventiva. A incompletude e a assimetria dos dados disponíveis em ambos os países revelam obstáculos à compreensão plena desses contrastes, demandando maior rigor informacional e institucional para que análises comparativas possam orientar, de modo consistente, políticas penais e a efetivação das garantias processuais.pt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subject.keywordDireito comparadopt_BR
dc.subject.keywordPrisioneiros e prisõespt_BR
dc.subject.keywordEncarceramento em massapt_BR
dc.subject.keywordEspanhapt_BR
dc.subject.keywordBrasilpt_BR
dc.titleEncarceramento e prisão preventiva: um estudo comparado entre Brasil e Espanhapt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - Graduação - Bachareladopt_BR
dc.date.accessioned2026-01-07T21:26:08Z-
dc.date.available2026-01-07T21:26:08Z-
dc.date.submitted2025-12-03-
dc.identifier.urihttps://bdm.unb.br/handle/10483/43207-
dc.language.isoPortuguêspt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor que autoriza a Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente da Universidade de Brasília (BDM) a disponibilizar o trabalho de conclusão de curso por meio do sítio bdm.unb.br, com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 International, que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que seja citado o autor e licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação desta.pt_BR
dc.description.abstract1Mass incarceration has established itself as a central challenge for contemporary criminal justice systems, reflecting tensions between public safety, procedural guarantees, and penal policies. Studies suggest that the expanded use of pretrial detention is one of the factors contributing to the high number of people in prison. In this context, Brazil and Spain present distinct trajectories, although sustained by similar normative bases. This study aims to comparatively analyze incarceration and the application of pretrial detention in these two countries, identifying how legislative choices and institutional practices influence their differing levels of prison population. The comparative analysis method was used, based on official statistical data and the interpretation of relevant constitutional, penal, and procedural norms. The results highlighted relevant structural differences between the Brazilian and Spanish prison systems, allowing for the identification of contrasts in the dimension and rate of growth of the prison populations, as well as the composition by gender, age, and the predominant sentence compliance regimes in each country. The research pointed out different proportions of pretrial detainees, associated, among other factors, with the normative specificities of each legal system, especially regarding the temporal limits and control mechanisms of pretrial detention, which allowed for a discussion on how legislative choices and judicial practices directly influence incarceration. Significant divergences were also noted regarding the most incident types of crimes and the presence of foreign individuals in prisons, aspects that reflect both sociocriminal characteristics and legislative and penal policy differences. These findings made it possible to discuss how normative, structural, and contextual factors contribute to producing distinct incarceration scenarios. Finally, it is noted that, although Brazil and Spain share similar legal foundations, significant differences persist in the use and limits of pretrial detention. The incompleteness and asymmetry of the available data in both countries reveal obstacles to fully understanding these contrasts, demanding greater informational and institutional rigor so that comparative analyses can consistently guide penal policies and the effectiveness of procedural guarantees.pt_BR
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