| Título: | A morte encefálica como marco jurídico e implicações sucessórias |
| Autor(es): | Santos, Sayro Lucas Maulepes |
| Orientador(es): | Galvão, Malthus Fonseca |
| Assunto: | Direito das sucessões Morte Herança e sucessão Morte cerebral Comoriência (Direito) |
| Data de apresentação: | 3-Dez-2025 |
| Data de publicação: | 5-Jan-2026 |
| Referência: | SANTOS, Sayro Lucas Maulepes. A morte encefálica como marco jurídico e implicações sucessórias. 2025. 63 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Este trabalho analisa a morte encefálica como marco jurídico da morte e suas repercussões no direito sucessório brasileiro, especialmente em eventos com múltiplas vítimas e potencial comoriência. Tem por objetivo verificar em que medida a morte encefálica, tal como definida pela Lei nº 9.434/1997 e pela Resolução CFM nº 2.173/2017, pode servir como referência temporal segura para a incidência dos arts. 6º, 8º e 1.784 do Código Civil, em consonância com o regime probatório do Código de Processo Civil e com a Lei nº 6.015/1973. Adota metodologia qualitativa, jurídicodogmática, com exame de legislação, doutrina, enunciados, direito comparado e casos hipotéticos. Os resultados evidenciam a tensão entre o fato biológico da morte, o diagnóstico formal de morte encefálica e o registro civil do óbito, mostrando que divergências de horários fragilizam a prova da ordem dos falecimentos e alimentam litígios sobre vocação hereditária, comoriência e direito de representação. Destaca-se a centralidade da cadeia de custódia do prontuário, da declaração e da certidão de óbito, da produção antecipada de provas, da perícia médico-legal e do poder instrutório do juiz. O estudo propõe critérios operacionais para registro da hora da morte encefálica em eventos com múltiplas vítimas, listas de verificação documentais e de quesitos periciais, padronização de formulários e interoperabilidade entre hospitais e cartórios, além de ajustes pontuais na legislação civil, registral e de transplantes. Conclui-se que a utilização da morte encefálica como marco temporal sucessório é possível, desde que ancorada em protocolos clínicos rigorosos e em governança documental robusta, integrando medicina e direito para decisões sucessórias mais justas e tecnicamente fundamentadas. |
| Abstract: | This monograph examines brain death as a legal marker of death and its repercussions for Brazilian inheritance law, particularly in cases involving multiple victims and the presumption of simultaneous death. It aims to analyse how the temporal definition of death, grounded in the diagnosis of brain death and in the documentation chain formed by medical records, death declaration and civil registry entries, affects the opening of succession and the application of the principles of extinction of legal personality, saisine and comoriência under the Brazilian Civil Code. The research adopts a qualitative legal-dogmatic approach, based on legislation, case law enunciations, specialised doctrine, selected foreign models and hypothetical cases used to test evidentiary and procedural criteria. The study identifies significant tension between the biological event, the formal clinical diagnosis and the civil registration of death, showing that discrepancies in recorded times weaken the proof of the order of deaths and fuel disputes on hereditary vocation, representation and simultaneous death. It highlights the centrality of preserving the integrity and auditability of medical records, death declarations and civil registry entries, as well as the role of anticipatory production of evidence, medical-legal expertise and the judge’s inquisitorial powers in structuring robust chronographic proof. The monograph proposes operational criteria for recording the time of brain death in events with multiple victims, checklists for documents and expert questions, standardisation of procedures between hospitals and registries and targeted legislative adjustments, concluding that brain death may serve as a reliable temporal marker for succession when supported by strict clinical protocols and strong documentary governance. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Direito
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