| Título: | O superendividamento e o mínimo existencial: uma análise crítica da constitucionalidade dos Decretos n° 11.150/22 e 11.567/23 |
| Autor(es): | Silva, Victória Karoline Santos |
| Orientador(es): | Lopes, Othon de Azevedo |
| Assunto: | Endividamento Mínimo existencial Consumidores Consumidores - superendividamento Superendividamento |
| Data de apresentação: | 28-Nov-2025 |
| Data de publicação: | 5-Jan-2026 |
| Referência: | SILVA, Victória Karoline Santos. O superendividamento e o mínimo existencial: uma análise crítica da constitucionalidade dos Decretos n° 11.150/22 e 11.567/23. 2025. 91 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | O trabalho analisa criticamente a constitucionalidade dos Decretos nº 11.150/22 e 11.567/23, que regulamentam o mínimo existencial previsto na Lei nº 14.181/21, a qual trata do superendividamento do consumidor. Parte-se da compreensão do superendividamento como fenômeno social, jurídico e econômico que compromete a dignidade da pessoa humana, especialmente diante da vulnerabilidade estrutural do consumidor na sociedade de consumo. A pesquisa, qualitativa e dedutiva, revisa doutrina, legislação e jurisprudência para discutir o conceito de mínimo existencial, fundamentado na dignidade humana, e sua proteção constitucional. O estudo destaca que os decretos fixaram valores irrisórios para o mínimo existencial, insuficientes para garantir uma vida digna, e criaram exclusões ilegais de dívidas relevantes, como o crédito consignado, esvaziando a eficácia da lei. A análise aponta a inconstitucionalidade material dos decretos por violação ao princípio da dignidade e ao dever estatal de proteção ao consumidor, além de retrocesso social. Conclui-se que a regulamentação deve ser dinâmica, individualizada e compatível com os direitos fundamentais, garantindo efetivamente a proteção do consumidor superendividado. |
| Abstract: | This paper critically analyzes the constitutionality of Decrees No. 11,150/22 and 11,567/23, which regulate the existential minimum provided for in Law No. 14,181/21, concerning consumer over-indebtedness. The study starts from the comprehension of over-indebtedness as a social, legal, and economic phenomenon that compromises human dignity, especially given the structural vulnerability of the consumer in a consumer society. The research, which is qualitative and deductive, reviews doctrine, legislation, and jurisprudence to discuss the concept of the existential minimum, founded on human dignity, and its constitutional protection. The study emphasizes that the decrees established derisory values for the existential minimum, insufficient to guarantee a dignified life, and created illegal exclusions for relevant debts, such as payroll-deductible loans (crédito consignado), thus emptying the law of its efficacy. The analysis points to the material unconstitutionality of the decrees due to a violation of the principle of dignity and the state's duty to protect the consumer, besides constituting social backsliding (retrocesso social). It is concluded that the regulation must be dynamic, individualized, and compatible with fundamental rights, effectively guaranteeing the protection of the over-indebted consumer. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Direito
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