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Título: O problema da liberdade no existencialismo filosófico : a origem do mal e a liberdade ontológica de Luigi Pareyson
Autor(es): Sousa, Pedro Vítor Martins de
Orientador(es): Fernandes, Marcos Aurélio
Assunto: Bem e mal
Existencialismo
Liberdade
Ontologia
Data de apresentação: 26-Fev-2025
Data de publicação: 23-Dez-2025
Referência: SOUSA, Pedro Vítor Martins de. O problema da liberdade no existencialismo filosófico: a origem do mal e a liberdade ontológica de Luigi Pareyson. 2025. 34 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Filosofia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: A compreensão dos enfrentamentos da consciência humana durante a vida, mais enfaticamente no esforço contra a angústia causada pela possibilidade de decidir suas próprias pretensões a partir de si e para si, são exemplos de confrontamentos que estão no cerne do existencialismo. É a filosofia da liberdade de Friedrich Wilhelm Joseph Schelling que leva o filósofo italiano Luigi Pareyson a pensar sobre uma ontologia da liberdade e desenvolvê-la. A obra póstuma Ontologia da Liberdade: O mal e o sofrimento (dividida em quatro aulas: Liberdade e situação, Liberdade e transcendência, Liberdade e negação e Liberdade e dialética) que serviu como a principal referência deste texto foi organizada por seus alunos Giuseppe Riconda e Gianni Vattimo em 1988 em Nápoles. Dessa forma, este trabalho objetiva abordar o problema da liberdade no existencialismo filosófico entre as perspectivas ontológica e humanística. Para além disso também busca compreender a origem da liberdade segundo a teoria de Pareyson e suas ideias acerca da origem do mal e a importância do sofrimento. Para a melhor compreensão da origem da liberdade há a necessidade de entender a origem do mal, este que não está em Deus que é o bem em perfeição, ou seja, é primeiramente necessário descobrir onde o mal se revela para depois entender as circunstâncias de sua origem. Por fim, na construção teórica pareysoniana, o filósofo utiliza da hermenêutica para interpretar sua própria filosofia existencialista a partir do mito da criação no cristianismo e com isto trilha seu caminho à origem ontológica da liberdade. Com base nas teorias descritas acima a negatividade do mal pode ser vencida apenas com a negatividade do sofrimento. Conforme essa perspectiva, é na relação entre a escolha humana pelo mal e a negação deste mal a partir da negatividade do sofrimento, ou seja, o negativo com o negativo vira positivo, que na situação do homem ao se redimir ele vai de encontro com a solidariedade divina. Portanto, é neste movimento escatológico da vida humana entre o bem e o mal, entre morte e eternidade, entre ser e o não ser, que o sofrimento se apresenta ao universo.
Abstract: The comprehension between the human consciousness throughout life, mainly in our struggling against anguish caused by the possibility of decisions about our own life are at the core of existentialism. F. W. J. Schelling’s Philosophy of Freedom led the Italian philosopher Luigi Pareyson to analyse and develop his so-called Ontology of Freedom. Divided into 4 parts, this Pareyson’s posthumous work was organized by his pupils Giuseppe Riconda and Gianni Vattimo, and used as the main reference for this research. Therefore, this study aims to understand the question raised by the existentialist philosophy in the light of Ontological and Humanistic perspectives. Besides, the researcher aims to comprehend the origin of evil and the importance of suffering according to Pareyson’s theory. In order to have a better reading about evil’s origin, it is vital to understand that its origin does not decline in God who is good in perfection in other words, first it is necessary to discover where evil reveals itself and then understand the consequences of its origins. Thus, the Pareysonian theoretical foundation makes use of the hermeneutics into the Christian Creation myth to interpret his own existentialist philosophy in order to forge his way until the Ontology of Freedom. Given the perspective above, the negativity of evil can only be overcomed by the negativity of suffering. Nonetheless, it is in the relationship in the midst of human choice for evil and the denial of this evil based on the negativity of suffering, simply put, negative plus negative equals positive, that man, in redeeming himself, comes up against divine solidarity. Therefore, it is in this eschatological movement existing in human life between good and evil, death and eternity, being and not being that suffering reveals itself to the universe.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, 2025.
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