| Título: | Raça e racismo no Supremo Tribunal Federal : uma análise a partir da tópica jurídica |
| Autor(es): | Torres, Victor Nunes |
| Orientador(es): | Roesler, Claudia Rosane |
| Assunto: | Desigualdade racial Racismo Supremo Tribunal Federal (STF) Tópica jurídica Raça |
| Data de apresentação: | 14-Fev-2025 |
| Data de publicação: | 19-Dez-2025 |
| Referência: | TORRES, Victor Nunes. Raça e racismo no Supremo Tribunal Federal: uma análise a partir da tópica jurídica. 2025. 87 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | A presente monografia aborda como os conceitos de raça e racismo foram trabalhados por cerca
de vinte anos no Supremo Tribunal Federal a partir de cinco julgados: HC 82.424/RS; ADC
41/DF; ADO 26/DF; MI 4.733/DF; e HC 158.248/DF. Em todos os casos listados, a questão
racial é utilizada como ponto de partida para a discussão das matérias em julgamento. Dos
limites da liberdade de expressão à equiparação entre tipos penais, a Corte se debruçou sobre
os problemas atinentes à desigualdade racial brasileira, interpretando o nosso ordenamento
jurídico à luz de ideias que possibilitaram a conclusão de que raça possui uma dimensão sóciopolítica e que o racismo é estrutural. Para isso, os Ministros desenvolveram argumentações que,
se analisadas e comparadas, podem demonstrar como eles chegaram nessas definições. Nesse
sentido, a tópica jurídica desenvolvida pelo jurista alemão Theodor Viehweg permite visualizar
as estruturas-comuns existentes nas argumentações de cada julgado, que quando cotejadas
explicitam o principal tipo de fundamentação utilizado na construção desses consensos. Diante
disso, trata-se de pesquisa qualitativa, dividida em três segmentos: breve exploração sobre as
discussões acadêmicas sobre as concepções de raça e racismo; delimitação do que se entende
por tópica jurídica; e a análise dos casos. Por fim, o trabalho constatou em suma que o STF
manteve o seu posicionamento histórico de que raça possui uma dimensão político-social, mas
aprofundou o seu entendimento de racismo, uma vez que passou a caracterizá-lo como
estrutural. |
| Resumén: | Esta monografía analiza cómo los conceptos de raza y racismo fueron trabajados durante
aproximadamente veinte años en el Supremo Tribunal Federal a partir de cinco sentencias: HC
82.424/RS; ADC 41/DF; ADO 26/DF; MI 4.733/DF; y HC 158.248/DF. En todos los casos
enumerados, la cuestión racial se utiliza como punto de partida para discutir los temas en
proceso. Desde los límites de la libertad de expresión hasta la igualdad entre tipos penales, la
Corte se centró en los problemas relacionados con la desigualdad racial brasileña, interpretando
nuestro sistema jurídico a la luz de ideas que permitieron concluir que la raza tiene una
dimensión sociopolítica y que el racismo es estructural. Para ello, los Ministros desarrollaron
argumentos que, si se analizan y comparan, pueden demostrar cómo llegaron a estas
definiciones. En este sentido, la tópica jurídica desarrollada por el jurista alemán Theodor
Viehweg permite visualizar las estructuras comunes que existen en los argumentos de cada juez,
las cuales, comparadas, explican el principal tipo de razonamiento utilizado en la construcción
de estos consensos. Por tanto, se trata de una investigación cualitativa, dividida en tres
segmentos: breve exploración de discusiones académicas sobre los conceptos de raza y racismo;
delimitación de lo que se entiende por tópica jurídica; y análisis de casos. Finalmente, el trabajo
encontró que, en resumen, que el STF mantuvo su postura histórica de que la raza tiene una
dimensión político-social, pero profundizó su comprensión del racismo al caracterizarlo como
estructural. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Direito
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