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Título: O papel das cortes constitucionais na erosão democrática : um estudo comparado entre o Brasil e a Hungria
Autor(es): Costa, Luíza Gatto de Oliveira Baptista da
Orientador(es): Benvindo, Juliano Zaiden
Assunto: Democracia
Cortes constitucionais
Controle da constitucionalidade
Erosão constitucional
Data de apresentação: 11-Fev-2025
Data de publicação: 18-Dez-2025
Referência: COSTA, Luíza Gatto de Oliveira Baptista da. O papel das cortes constitucionais na erosão democrática: um estudo comparado entre o Brasil e a Hungria. 118 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: A Erosão Democrática tem se apresentado como um desafio particularmente insidioso à ordem democrática que se firmou pelo mundo após a terceira onda de constitucionalização, regime que acreditava-se ser, em certo momento, insuperável. A Erosão Democrática força as sociedades a reconhecerem a falibilidade deste sistema, ressaltando o total despreparo da democracia para enfrentar ameaças internas e estruturais diferentes do autoritarismo transparente. Ainda, evidencia o fenômeno do populismo iliberal e dos novos autocratas, cujas agendas antidemocráticas operam, de maneira traiçoeira, dentro da própria democracia e utilizando-se de seus instrumentos. Um dos principais alvos destas manipulações erosivas são as Cortes Constitucionais, tendo em vista seu papel de Guardiãs da Democracia e, ainda, reconhecendo a crescente relevância desses entes na definição e resolução políticas. Assim, essas Cortes são percebidas não apenas como um obstáculo considerável para projetos erosivos, como também um instrumento potencial particularmente vantajoso para o governo antidemocrático capaz de as capturar. Os dois países aqui analisados serão i) a Hungria, um dos países com o processo erosivo mais evidente e “bem-sucedido” no cenário global atual, demonstrando a habilidade impressionante dos governos erosivos de articularem suas ferramentas democráticas para esvaziar a democracia material; e ii) o Brasil, cujos índices democráticos enfrentaram uma relevante queda durante a segunda década do século XXI e evidenciaram táticas de populismo iliberal, mas parece estar seguindo um caminho diferente daquele tomado pela Hungria – pelo menos por enquanto. Em ambos os ordenamentos é perceptível o impacto do design constitucional na prática jurídica, a eficácia das diferentes estratégias erosivas empregadas e, particularmente, a participação da Corte Constitucional neste fenômeno, em suas funções como guardiã da Constituição e centro da judicialização da política, evidenciando seus meios de resistência e independência e, inevitavelmente, suas limitações.
Abstract: Democratic Erosion has presented itself as a particularly insidious challenge to the democratic order that was widely established around the world after the third wave of constitutionalization, which some believed to be the ultimate regime. The Democratic Erosion forces societies to acknowledge the fallibility of this system, highlighting democracy's total unpreparedness to face threats other than transparent authoritarianism. Furthermore, it highlights the phenomenon of illiberal populism and the new autocrats, whose antidemocratic agendas operate furtively within democracy itself, using its own instruments. One of the main targets of these erosive manipulations are the Constitutional Courts, because of their role as Guardians of Democracy and their growing relevance in political debates and decisions. Hence, these institutions become not only a substantial obstacle for erosive projects, but also a particularly advantageous potential instrument for the antidemocratic government, in case it is successfully captured. The two countries analyzed here are i) Hungary, one of the countries with the most evident and “successful” erosion process in the current global scenario, demonstrating the impressive ability of erosive governmentsto articulate their democratic tools to substantially empty democracy; and ii) Brazil, whose democratic indexesfaced a significant decline during the second decade of the 21st century and witnessed illiberal populist tactics, but seems to be unexpectedly following a different path from that taken by Hungary - at least for now. In both systems, the impact of constitutional design on the legal experience is clear, and it is also possible to note the efficiency of the different erosive strategies employed and, particularly, the participation of the Constitutional Courts in this phenomenon, both in their function as guardians of the Constitution and as the center of the judicialization of politics, highlighting their means of resistance and independence as well as, inevitably, their limitations.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025.
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