| Título: | A perspectiva interseccional no constitucionalismo feminista : análise crítica das desigualdades de gênero e raça no contexto brasileiro |
| Autor(es): | Gonçalves, Marta Gabriele Pires |
| Orientador(es): | Pereira, Paula Pessoa |
| Assunto: | Feminismo Sistema judiciário Gênero - desigualdade Desigualdade racial Interseccionalidade Mulheres Mulheres - direitos Mulheres negras |
| Data de apresentação: | 13-Fev-2025 |
| Data de publicação: | 18-Dez-2025 |
| Referência: | GONÇALVES, Marta Gabriele Pires. A perspectiva interseccional no constitucionalismo feminista: análise crítica das desigualdades de gênero e raça no contexto brasileiro. 2025. 82 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Esta pesquisa tem como objetivo analisar criticamente as potencialidades e limites do
constitucionalismo feminista interseccional no enfrentamento das desigualdades estruturais de
gênero e raça no sistema judiciário brasileiro, com foco no Protocolo para Julgamento com
Perspectiva de Gênero, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Partindo
do reconhecimento de que a Constituição Federal de 1988, embora formalmente igualitária,
não consegue romper com padrões históricos de opressão, o trabalho investiga como normas e
práticas jurídicas reproduzem estereótipos patriarcais e racistas, especialmente contra
mulheres negras, indígenas e periféricas. Abordando a interseccionalidade apresentada por
Kimberlé Crenshaw, como um marco teórico central, que articula entre o constitucionalismo
feminista para demonstração de como o sistema de dominação - racismo, sexismo e classismo
– se envolvem na produção de vulnerabilidade específica. Revisa-se as teorias críticas
feministas e decoloniais em análise qualitativa de decisões judiciais emblemáticas, e
julgamentos da Corte IDH, expondo a negligência estatal frente à violência de gênero e ao
trabalho precarizado. Portanto, esta pesquisa se interessa em abordar em como o
conhecimento da nossa justiça interseccional deve ser uma ferramenta útil para articular uma
desmontagem do patriarcado, racismo e do capitalismo. |
| Abstract: | This study aims to critically analyze the potential and limitations of intersectional feminist
constitutionalism in addressing structural inequalities of gender and race within the Brazilian
judicial system, with a focus on the Protocol for Gender Perspective in Judgments, established
by the National Council of Justice (CNJ) in 2023. Starting from the recognition that the 1988
Brazilian Federal Constitution, although formally egalitarian, fails to break with historical
patterns of oppression, the research investigates how legal norms and practices reproduce
patriarchal and racist stereotypes, particularly against Black, Indigenous, and marginalized
women. By adopting Kimberlé Crenshaw’s concept of intersectionality as its central
theoretical framework, the study uses feminist constitutionalism to demonstrate how systems
of domination—racism, sexism, and classism—intertwine in producing specific
vulnerabilities. Methodologically, it combines a review of critical feminist and decolonial
theories with a qualitative analysis of key judicial decisions from the Inter-American Court of
Human Rights (IACHR), exposing state negligence in the face of gender-based violence and
precarious labor conditions. Therefore, this research seeks to explore how understanding
intersectional justice can serve as a useful tool for dismantling patriarchy, racism, and
capitalism. It emphasizes the need to integrate marginalized perspectives into legal
frameworks and challenges the supposed neutrality of the law, advocating for a judicial
system that actively confronts systemic inequalities and centers the lived experiences of those
most affected by oppression. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Direito
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