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dc.contributor.advisorFaria, Daniel Barbosa Andrade de-
dc.contributor.authorValdevino, Ana Carolina de França-
dc.identifier.citationVALDEVINO, Ana Carolina de França. Alquimia poética: a posse subjetiva das paisagens do cárcere. Tempo histórico, sujeiro e espaço na poesia de Alex Polari. 2025. 31 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de História, 2025.pt_BR
dc.description.abstractO presente trabalho tem como objetivo analisar a construção poética de Alex Polari, bem como apontar seus entrecruzamentos e a criação de uma temporalidade histórica dentro de seus versos. Tendo o choque e a experiência do eu-lírico como centro, a hipótese levantada é a de uma escrita poética permeada pela experiência e subjetividade, sendo essa forjada pela violência da ditadura militar e seu aparato repressivo, dentro das celas do carcére, em que experimentou a desumanização imbricada pela tortura. Para evidenciar esse sujeito partido por uma suspensão temporal e ruptura causada pelo trauma do golpe militar, propõe-se a palavra poética, utilizando como apoio conceitos analíticos de Ezra Pound para compreender a fonte poética em sua unicidade, em um diálogo sobre experiências de choque e narrativa, ancoradas em Walter Benjamin. Assim, buscaremos evidenciar a fonte analisada como além de um testemunho, uma vez que narra horrores vividos, de dentro das celas do carcére e é desveladora do submundo da tortura, como também proporemos uma linha analítica de quebra, uma ruptura de um tempo histórico propiciado pela repressão e que inaugura uma nova temporalidade sob o signo da repressão, violência e interdito. Esse tempo histórico está expresso de tal forma na poesia de Polari, que também apresenta recortes temporais abruptos, um olhar em retrospecto com nostalgia, tendo como marcador relevante o golpe militar. Além destes, exemplificaremos como a materialidade da repressão foi desenhada em sua poética, na qual é observável o estabelecimento de procedimentos e rotinas, bem como antessalas da tortura e vigilância. Por fim, verificamos como a sua poesia ecoou e qual o significado produziu entre as celas da prisão e para a comunidade de informações e repressão da ditadura militar, que também se ocupou em produzir diligências acerca do seu livro de poesias.pt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subject.keywordDitadura militarpt_BR
dc.subject.keywordPolari, Alex, 1950-pt_BR
dc.subject.keywordPoesiapt_BR
dc.titleAlquimia poética: a posse subjetiva das paisagens do cárcere. Tempo histórico, sujeiro e espaço na poesia de Alex Polaript_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - Graduação - Licenciaturapt_BR
dc.date.accessioned2025-12-08T22:15:52Z-
dc.date.available2025-12-08T22:15:52Z-
dc.date.submitted2025-07-23-
dc.identifier.urihttps://bdm.unb.br/handle/10483/42758-
dc.language.isoPortuguêspt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor que autoriza a Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente da Universidade de Brasília (BDM) a disponibilizar o trabalho de conclusão de curso por meio do sítio bdm.unb.br, com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 International, que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que seja citado o autor e licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação desta.pt_BR
dc.description.abstract1This paper aims to analyze the poetic construction of Alex Polari, as well as to highlight its intersections and the creation of a historical temporality within his verses. Centered on the shock and experience of the lyrical self, the hypothesis raised is a poetic writing permeated by experience and subjectivity, forged through the violence of the military dictatorship and its repressive apparatus, within the prison cells where the poet underwent dehumanization embedded in torture. To highlight this fragmented subject, suspended in time and ruptured by the trauma of the military coup, we propose to explore the poetic word, using analytical concepts from Ezra Pound to understand the poetic source in its uniqueness, in dialogue with experiences of shock and narrative, anchored in Walter Benjamin. Thus, we aim to demonstrate that the analyzed source is more than a testimony—although it recounts lived horrors from inside prison cells and reveals the underworld of torture—it also allows us to propose an analytical line of rupture, a break in historical time brought by repression, which inaugurates a new temporality marked by repression, violence, and prohibition. This historical time is expressed so distinctly in Polari’s poetry that it also presents abrupt temporal fragments and a retrospective gaze filled with nostalgia, where the military coup serves as a key marker. In addition, we will exemplify how the materiality of repression is portrayed in his poetics, in which the establishment of procedures and routines, as well as antechambers of torture and surveillance, can be observed. Finally, we examine how his poetry resonated and what meaning it produced within the prison cells and for the community of intelligence and repression of the military dictatorship, which also took measures to investigate his book of poetry.pt_BR
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