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2025_KalynneDuarteVarelaDantas_tcc.pdf13,7 MBAdobe PDFver/abrir
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dc.contributor.advisorPaula, Carmen Déa Ribeiro de-
dc.contributor.authorDantas, Kalynne Duarte Varela-
dc.identifier.citationDANTAS, Kalynne Duarte Varela. Síndrome da pele endurecida : um relato de caso raro. 2025. 40 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Dermatologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso (especialização) — Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Residência Médica HUB/UnB, Curso de Especialização em Residência Médica - Dermatologia, 2025.pt_BR
dc.description.abstractA Síndrome da Pele Endurecida (Stiff Skin Syndrome - SSS) é uma doença cutânea rara, caracterizada por fibrose progressiva, indolente e não inflamatória da pele, o que resulta em mobilidade articular limitada e deformidades posturais. Esse endurecimento se manifesta como placas rígidas, fibrosadas, de consistência pétrea, que limitam a elasticidade da pele, frequentemente resultando em restrições de movimento. A fibrose é geralmente bilateral e afeta áreas com fáscia abundante, como as coxas, região lombar e cinturas escapulares, levando à redução da flexibilidade articular, marcha anormal e postura rígida. A SSS pode se apresentar em duas formas clínicas: a forma generalizada, associada a mutações no gene FBN1, responsável pela produção da fibrilina-1, e a forma segmentar, que é causada pela ativação em mosaico de genes fibrosantes, sem mutações detectáveis no gene FBN1. Essa ativação resulta em fibrose restrita a áreas específicas do corpo, com um prognóstico geralmente mais favorável. O diagnóstico da SSS é desafiador e depende de achados clínicos e histopatológicos, sendo que a histopatologia evidencia como característica importante o aprisionamento de adipócitos em meio à fibrose dérmica, com feixes de colágeno horizontalizados na derme. Além disso, há a preservação dos anexos cutâneos. O diagnóstico diferencial inclui outras doenças fibrosantes, como esclerodermia e morféia, e pode ser confirmado com biópsia de pele e imuno histoquímica positiva para CD34. O relato de caso aqui apresentado descreve o acompanhamento de um paciente masculino de 13 anos com SSS segmentar, que iniciou o quadro de espessamento cutâneo e atrofia desde os 5 anos. A investigação clínica inicial levantou hipóteses de esclerodermia, miopatias e outras condições fibrosantes, que foram descartadas após exames. O diagnóstico definitivo foi estabelecido com base em achados clínicos, histopatológicos e exames de imagem, como ultrassonografia dermatológica, que evidenciaram espessamento dérmico sem sinais inflamatórios. A biópsia de pele revelou a característica fibrose dérmica com aprisionamento de adipócitos e feixes de colágeno horizontalizados, além da positividade para CD34. O tratamento envolveu o uso de Losartana e Micofenolato de Mofetila, terapias antifibróticas capazes de reduzir a sinalização do fator de transformação do crescimento beta (TGF-β), associadas a fisioterapia motora. Após 12 meses de acompanhamento, o paciente apresentou significativa melhora clínica, com uma notável melhoria na mobilidade articular, o que resultou em aumento da qualidade de vida. O paciente também experimentou redução das 9 dores e do espessamento cutâneo. A ultrassonografia dermatológica demonstrou uma redução significativa do espessamento dérmico, com medidas muito próximas às áreas contralaterais, corroborando a eficácia antifibrótica das terapias instituídas. Este relato de caso destaca a importância do diagnóstico precoce da SSS, especialmente na forma segmentar, que pode ser confundida com outras condições fibrosantes. O tratamento adequado e o monitoramento contínuo são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e prevenir complicações mais graves.pt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subject.keywordFibrosept_BR
dc.subject.keywordDoenças raraspt_BR
dc.subject.keywordContraturapt_BR
dc.subject.keywordEsclerosept_BR
dc.subject.keywordMosaicismopt_BR
dc.titleSíndrome da pele endurecida : um relato de caso raropt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - Especializaçãopt_BR
dc.date.accessioned2025-11-12T12:34:40Z-
dc.date.available2025-11-12T12:34:40Z-
dc.date.submitted2025-
dc.identifier.urihttps://bdm.unb.br/handle/10483/42290-
dc.language.isoPortuguêspt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor que autoriza a Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente da Universidade de Brasília (BDM) a disponibilizar o trabalho de conclusão de curso por meio do sítio bdm.unb.br, com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 International, que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que seja citado o autor e licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação desta.pt_BR
dc.description.abstract1Stiff Skin Syndrome (SSS) is a rare skin disease characterized by progressive, indolent, and non-inflammatory fibrosis of the skin, which results in limited joint mobility and postural deformities. This hardening manifests as rigid, fibrotic plaques with a stone-like consistency, limiting the skin's elasticity and frequently resulting in movement restrictions. The fibrosis is generally bilateral and affects areas with abundant fascia, such as the thighs, lower back, and shoulder girdles, leading to reduced joint flexibility, abnormal gait, and rigid posture. SSS can present in two clinical forms: the generalized form, associated with mutations in the FBN1 gene responsible for the production of fibrillin-1, and the segmental form, which is caused by the mosaic activation of fibrosing genes without detectable mutations in the FBN1 gene. This activation results in fibrosis restricted to specific areas of the body, typically with a more favorable prognosis. Diagnosing SSS is challenging and depends on clinical and histopathological findings, with histopathology revealing an important characteristic: the entrapment of adipocytes within the dermal fibrosis, with horizontally oriented collagen bundles in the dermis. Additionally, skin appendages are preserved. Differential diagnosis includes other fibrosing diseases, such as scleroderma and morphea, and can be confirmed with skin biopsy and positive immunohistochemistry for CD34. The case report presented here describes the follow-up of a 13-year-old male patient with segmental SSS, who began experiencing skin thickening and atrophy at the age of 5. The initial clinical investigation raised hypotheses of scleroderma, myopathies, and other fibrosing conditions, which were ruled out after testing. The definitive diagnosis was established based on clinical findings, histopathological findings, and imaging studies such as dermatological ultrasound, which showed dermal thickening without inflammatory signs. The skin biopsy revealed characteristic dermal fibrosis with adipocyte entrapment and horizontally oriented collagen bundles, in addition to CD34 positivity. Treatment involved the use of Losartan and Mycophenolate Mofetil, antifibrotic therapies capable of reducing transforming growth factor beta (TGF-β) signaling, combined with motor physiotherapy. After 12 months of follow-up, the patient showed significant clinical improvement, with a remarkable increase in joint mobility, leading to a better quality of life. The patient also experienced a reduction in pain and skin thickening. Dermatological ultrasound demonstrated a significant reduction in dermal thickening, with measurements very close 11 to the contralateral areas, supporting the antifibrotic efficacy of the prescribed therapies. This case report highlights the importance of early diagnosis of SSS, especially the segmental form, which can be confused with other fibrosing conditions. Appropriate treatment and continuous monitoring are crucial to improving the quality of life of patients and preventing more severe complications.pt_BR
Aparece na Coleção:Residência Médica de Dermatologia



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