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Título: Regulando para a virtude : como a regulação responsiva aspiracional pode contribuir para construir um modelo regulatório capaz de maximizar as oportunidades regulatórias inerentes às Big Techs
Outros títulos: Regulating for virtue : how aspirational responsive regulation can contribute to building a regulatory model capable of maximizing the regulatory opportunities inherent to Big Techs
Autor(es): Trajano, Pedro Gualda Garrido
Orientador(es): Oliveira, Márcio Nunes Iorio Aranha
Assunto: Direito regulatório
Regulação responsiva
Big Techs
Data de apresentação: 13-Fev-2025
Data de publicação: 13-Mar-2025
Referência: TRAJANO, Pedro Gualda Garrido. Regulando para a virtude: como a regulação responsiva aspiracional pode contribuir para construir um modelo regulatório capaz de maximizar as oportunidades regulatórias inerentes às Big Techs. 2025. 175 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: A presente pesquisa visa contribuir para a política pública setorial de regulação das Big Techs no Brasil. Para isso, almeja-se empreender uma análise institucional do setor sob dois eixos: (i) conduzir um diagnóstico sobre o panorama regulatório do setor – analisar o cenário tal como ele é; (ii) propor um caminho para seu aperfeiçoamento – delinear a estratégia regulatória tal como ela deveria ser – a partir da investigação da relação da regulação responsiva aspiracional na construção de um arcabouço regulatório capaz de maximizar as oportunidades regulatórias inerentes às Big Techs. A escolha do termo “Big Techs” como representativo do objeto de pesquisa reflete tanto uma inserção pragmática nos debates regulatórios contemporâneos quanto uma conexão com o horizonte semântico que o termo fomenta, sem, contudo, aderir a uma visão exclusivamente crítica. A etimologia do termo permite capturar as dinâmicas de grande escala e os desafios regulatórios associados a essas corporações, cuja operação multifacetada evidencia tanto a necessidade de regulação quanto sua capacidade de moldá-la, refletindo a lógica do capitalismo regulatório. A análise institucional foi recortada para abranger o diagnóstico de apenas parte das operações multifacetadas exercidas pelas Big Techs, restringindo-se apenas aos temas aventados no PL nº 2.630/2020. Evidenciaram-se gargalos crônicos da implementação de políticas públicas no Brasil e mostraram-se evidentes os efeitos do ritualismo regulatório, refletindo negligência em relação ao potencial regulatório das Big Techs. Abriu-se o segundo capítulo demonstrando como as Big Techs constituem a expressão máxima do capitalismo regulatório. Em seguida, foi demonstrado como a regulação responsiva é uma resposta inicial aos desafios do capitalismo regulatório, mas insuficiente para aproveitar o potencial regulatório das Big Techs. Por fim, introduz-se a regulação responsiva aspiracional, concebida para maximizar oportunidades regulatórias como alternativa para aproveitar esse potencial regulatório latente. Argumenta-se que esse modelo regulatório apresenta elementos satisfatórios para enfrentar o desafio regulatório colocado pelas Big Techs. Do ponto de vista da teoria argumenta-se que (i) é o modelo que melhor apreende o pragmatismo do capitalismo regulatório; (ii) torna o próprio compliance mais atrativo. Para além, em relação a propô-la como caminho para o aperfeiçoamento da política pública setorial em análise, aduz-se que: (i) enfrenta a problemática de adoção de “soluções estanque” e retira a “pressão” de tentar conformar o comportamento ótimo das Big Techs no texto engessado da lei ao concebêla como norma de caráter instrumental; (ii) mostra-se mais consentânea com a tradição jurídica brasileira de regulação da internet, inaugurada pelo Marco Civil da Internet; e (iii) permite a integração do potencial produtivo das Big Techs na agenda para o desenvolvimento econômico do país.
Abstract: The present research aims to contribute to the sectoral public policy of regulating Big Techs in Brazil. To do so, it endeavors an institutional analysis of the sector along two main axes: (i) conducting a diagnosis of the sector’s regulatory landscape – analyzing the current scenario as it is; (ii) proposing a path towards its improvement – outlining the regulatory strategy as it should be – based on the investigation of how aspirational responsive regulation can help to construct a regulatory framework apable of maximizing the regulatory opportunities inherent to Big Techs. The choice of the term “Big Techs” to represent the research subject reflects both a pragmatic engagement with contemporary regulatory debates and a connection with the semantic scope that the term inspires, without necessarily adhering to a purely critical viewpoint. The term’s etymology captures the large-scale dynamics and regulatory challenges associated with these corporations, whose multifaceted operations highlight both the need for regulation and their power to shape it, mirroring the logic of regulatory capitalism. The research uses this terminology not as a judgement but as a tool to analyze the interdependence between regulation and innovation in the sector, highlighting that these companies are both targets and agents of regulation. The institutional analysis was narrowed to diagnosing only part of the multifaceted operations carried out by Big Techs, limiting itself to those subjects raised in Bill No. 2,630/2020. Chronic bottlenecks in the implementation of public policies in Brazil became evident, as did the effects of regulatory ritualism, revealing disregard for the regulatory potential of Big Techs The second axis opens by showing how Big Techs represent the apex of regulatory capitalism. Next, it demonstrates how responsive regulation provides an initial response to the challenges of regulatory capitalism but remains insufficient to fully harness Big Techs’ regulatory potential. Finally, the text introduces aspirational responsive regulation, designed to maximize regulatory opportunities as an alternative for tapping this latent potential. The argument is that this regulatory model offers satisfactory elements to address the challenge posed by Big Techs. Theoretically, it is argued that (i) it best captures the pragmatism of regulatory capitalism, and (ii) it makes compliance more appealing. Furthermore, in proposing it as a path toward enhancing the sectoral public policy under scrutiny, the study posits that: (i) it tackles the problem of adopting “one-size-fits-all solutions” and removes the pressure of trying to lock in Big Techs’ optimal behavior in rigid legal text by treating the law as an instrumental norm; (ii) it aligns more closely with Brazil’s legal tradition of internet regulation, inaugurated by the Brazilian Internet Bill of Rights (Bill 12,965/2014); and (iii) it allows for the integration of Big Techs’ productive potential into the country’s economic development agenda.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2025.
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