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Título: Avaliação do efeito obesogênico do composto ametrina em modelo animal de peixe-zebra (Danio rerio)
Autor(es): Silva, Maicon Roberto Santos
Orientador(es): Martini, Alexandre de Goes
Assunto: Obesidade
Disruptores endócrinos
Data de apresentação: 15-Dez-2025
Data de publicação: 6-Abr-2026
Referência: SILVA, Maicon Roberto Santos. Avaliação do efeito obesogênico do composto ametrina em modelo animal de peixe-zebra (Danio rerio). 2025. 30 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Farmácia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Introdução: A produção agrícola em larga escala, especialmente em sistemas de monocultura como a cana-de-açúcar, depende amplamente do uso de herbicidas para controlar pragas e plantas invasoras, sendo a ametrina uma das triazinas mais utilizadas devido à sua eficácia, baixo custo e longa persistência no solo. Contudo, seu uso intensivo suscita preocupações ambientais, e já foi associado a efeitos tóxicos em diversas espécies aquáticas, além de possuir propriedades compatíveis com as de disruptores endócrinos, capazes de interferir em sistemas hormonais, inclusive aqueles relacionados ao metabolismo energético e à formação de tecido adiposo. Evidências crescentes demonstram que certos EDCs contribuem para alterações metabólicas e podem participar do desenvolvimento da obesidade, fenômeno que cresce globalmente. Metodologia: Para investigar esse possível efeito obesogênico in vivo, peixes-zebra adultos foram distribuídos em três grupos: controle negativo, controle positivo tratado com rosiglitazona (40 µg/L), agonista total de PPARγ, e grupo experimental exposto à ametrina (0,125 μg/L) por 21 dias. Após a eutanásia, foi coletado tecido hepático para extração de RNA e quantificação da expressão do gene Fabp11a , análogo ao humano FABP4, envolvido na adipogênse. Resultados e Discussão: Os resultados indicaram apenas uma tendência de aumento da expressão de Fabp11a no grupo exposto à ametrina, porém com alta variabilidade e ausência de significância estatística, enquanto o controle positivo apresentou redução inesperada da expressão, comprometendo a interpretação do estudo. Muito fatores podem ter interferido para esses resultados. As dimensões reduzidas dos peixes, culminado com randomização e alocação de animais com comprimento muito variado entre os aquários. Ademais, não avaliamos a expressão gênica de PPAR  entre as amostras, cuja resultados poderiam explicar a ausência de resposta à rosiglitazona. Por fim, vias alternativas como estresse oxidativo, disfunção mitocondrial ou mecanismos epigenéticos, poderiam ser ativadas de forma diferente pela ametrina, gerando resultados diferentes dos esperados. Conclusão: Nossos dados, ainda preliminares não indicam que a ametrina exerça efeito obesogênico no modelo in vivo de peixe-zebra, reforçando a necessidade de novos experimentos para gerar conclusões mais robustas.
Abstract: Introduction: Large-scale agricultural production, especially in monoculture systems such as sugarcane, relies heavily on the use of herbicides to control pests and invasive plants. Ametryn is one of the most widely used triazines due to its effectiveness, low cost, and long persistence in soil. However, its intensive use raises environmental concerns and has already been associated with toxic effects in several aquatic species. Ametryn is an endocrine disruptors, substances that hamper hormonal systems, including those related to energy metabolism and adipose tissue formation. Growing evidence shows that certain endocrine disruptors contribute to metabolic dysfunction and migth play a role in the development of obesity, which is increasing globally. Methodology: To interrogate this potential obesogenic effect in vivo, adult zebrafish were allocated into three groups: a negative control, a group exposed to rosiglitazone (40 µg/L), a total PPARγ, and an experimental group exposed to ametryn (0.125 μg/L) for 21 days. After euthanasia, liver tissue was collected for RNA extraction and Fabp11a gene expression was assessed by RTqPCR. Results and Discussion: The results showed a trend in the Fabp11a gene expression in the ametryn-exposed group, with high variability and no statistical significance, while the positive control group exhibited an unexpected reduction in expression, compromising the study. Different factors may have interfered with these results. The small fishes size, combined with randomization and allocation of animals with very divergent lengths among the aquariums. Furthermore, we did not evaluate the gene expression of PPARγ among the samples, the results of which could explain the lack of response to rosiglitazone. Finally, alternative pathways such as oxidative stress, mitochondrial dysfunction, or epigenetic mechanisms could be activated differently by ametryn, generating results different from those expected. Conclusion: Thus, the data showed that ametryn does not exert an obesogenic effect in zebra-fish, but new experiments are required to attain robust conclusions.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2025.
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Aparece na Coleção:Farmácia - Campus Darcy Ribeiro



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