| Título: | Implantes subcutâneos de gestrinona para fins estéticos : evidências científicas, riscos e implicações regulatórias |
| Autor(es): | Caixeta, Giulliana Tenório |
| Orientador(es): | Martini, Alexandre de Goes |
| Assunto: | Gestrinona Implantes hormonais Hormônios |
| Data de apresentação: | 11-Dez-2025 |
| Data de publicação: | 6-Abr-2026 |
| Referência: | CAIXETA, Giulliana Tenório. Implantes subcutâneos de gestrinona para fins estéticos: evidências científicas, riscos e implicações regulatórias. 2025. 28 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Farmácia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | O uso indiscriminado dos implantes subcutâneos de gestrinona, popularmente conhecidos como “chip da beleza”, tem se expandido no Brasil motivado por promessas estéticas amplamente divulgadas em redes sociais e clínicas de estética, apesar da ausência de comprovação científica e regulatória. Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de analisar o impacto do seu uso indiscriminado nãos aspectos clínicos, metabólicos, endócrinos, psicológicos e sociais, além lacunas de segurança e posicionamentos institucionais relacionados ao uso estético desses implantes hormonais. Foram consultadas as bases PubMed, SciELO e Google Scholar, além de documentos oficiais da Anvisa, SBEM e Febrasgo. Os achados evidenciam que não existem ensaios clínicos robustos que respaldem a via subcutânea atualmente utilizada, e que os pellets manipulados apresentam grande variabilidade de composição, concentração e liberação hormonal. Estudos incluídos nesta revisão relatam efeitos adversos frequentes, como amenorreia, acne ou dermatite seborreica, diminuição da libido, fogachos, aumento de transaminases, redução do volume mamário e ganho ponderal, além de potenciais efeitos androgênicos. A escassez de dados farmacocinéticos e a ausência de padronização de dose tornam impossível estimar parâmetros mínimos de segurança, eficácia e previsibilidade terapêutica. Os posicionamentos da Anvisa, Febrasgo e SBEM convergem ao afirmar que não há evidências que sustentem o uso estético da gestrinona, motivo pelo qual sua manipulação e comercialização para essa finalidade foram proibidas. A análise sociocultural demonstra ainda que a disseminação do “chip da beleza” está associada a pressões midiáticas e ideais irreais de corpo, que favorecem a adoção de terapias hormonais não supervisionadas e cientificamente infundadas. Conclui-se que o “chip da beleza” representa uma prática de risco sanitário significativo, incompatível com a medicina baseada em evidências e carece de ações contínuas de fiscalização, educação em saúde e responsabilização profissional. |
| Abstract: | The indiscriminate use of subcutaneous gestrinone implants, popularly known as “beauty chips,” has expanded in Brazil, motivated by aesthetic promises widely publicized on social media and in cosmetic clinics, despite the lack of scientific and regulatory evidence. This study conducted an integrative literature review to analyze clinical, metabolic, endocrine, psychological, and social complications, safety gaps, and institutional positions related to the aesthetic use of these hormonal implants. The PubMed, SciELO, and Google Scholar databases were consulted, in addition to official documents from Anvisa, SBEM, and Febrasgo. The findings show there are no robust clinical trials to support the subcutaneous administration currently used and that the manipulated pellets show great variability in composition, concentration, and hormone release. The studies included in this review report frequent adverse effects, such as amenorrhea, acne or seborrheic dermatitis, decreased libido, hot flashes, increased transaminases, reduced breast volume, weight gain, in addition to potential androgenic effects. The scarcity of pharmacokinetic data and the absence of dose standardization make it impossible to estimate minimum parameters of safety, efficacy, and therapeutic predictability. The positions of Anvisa, Febrasgo, and SBEM converge in the statement that there are no evidences to support the aesthetic use of gestrinone, which is why its manipulation and commercialization for this purpose have been prohibited. Sociocultural analysis also shows that the spread of the “beauty chip” is associated with media pressure and unrealistic body ideals, which favor the adoption of unsupervised and scientifically unfounded hormone therapies. It is concluded that the “beauty chip” represents a significant health risk, incompatible with evidence-based medicine and must be under continuous enforcement, health education, and professional accountability. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Farmácia - Campus Darcy Ribeiro
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