| Título: | Avaliação do fluxo salivar em adultos: efeitos da estimulação mecânica com diferentes sialogogos |
| Autor(es): | Cardoso, Felipe Ribeiro |
| Orientador(es): | Carneiro, Valéria Martins de Araújo |
| Coorientador(es): | Guimarães, Maria do Carmo Machado |
| Assunto: | Odontologia - instrumentos Saliva Saúde bucal Sialogogos |
| Data de apresentação: | 14-Nov-2025 |
| Data de publicação: | 24-Fev-2026 |
| Referência: | CARDOSO, Felipe Ribeiro. Avaliação do fluxo salivar em adultos: efeitos da estimulação mecânica com diferentes sialogogos. 2025. 51 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | A estimulação mecânica com sialogogos amplia o diagnóstico salivar, permitindo avaliar a presença de disfunções, como a hipossalivação, e a avaliação da funcionalidade global das glândulas salivares em distintos contextos clínicos. Este estudo teve como objetivo comparar a resposta salivar aos diferentes sialogogos mecânicos (três unidades de Parafilm® e um tubo de silicone (diâmetro interno de 3,20 mm, diâmetro externo de 6,40 mm, espessura de 1,60 mm e comprimento de 15 mm), de acordo com a presença ou ausência de xerostomia, e analisar as alterações nos parâmetros clínicos salivares (classificação, viscosidade, coloração, turbidez e pH). Trata-se de um ensaio clínico cruzado com dois braços, envolvendo dois grupos distintos: adultos sem doenças sistêmicas e sem xerostomia (G1;n=30) e com Diabetes Mellitus Tipo 2 e xerostomia (G2;n=30). Foi aplicado o inventário de xerostomia e realizadas duas coletas salivares em dias distintos, no período vespertino: avaliando o fluxo salivar em repouso (FSR) e estimulado (FSE), este obtido com cada sialogogo durante cinco minutos, padronizando 70 mastigações por minuto utilizando o metrônomo. Na sialometria foi feita a mensuração do volume (mL/min), viscosidade (filância), pH (tiras Merck®), grau de turbidez e coloração. Os dados foram analisados pelos testes estatísticos de Scheirer-Ray-Hare e Quiquadrado (p<0,01). O FSR médio foi de 0,51 mL/min (G1) e 0,31 mL/min (G2). No FSE, os valores médios foram de 1,42 mL/min (G1) e 1,14 mL/min (G2) com o silicone, e de 2,36 mL/min e 1,68 mL/min com Parafilm®, evidenciando a influência significativa do material utilizado (p<0,01). Nos parâmetros, apenas a turbidez não apresentou diferença estatística. Oitenta por cento dos participantes relataram desconforto transitório na região da articulação temporomandibular (ATM) após a mastigação do Parafilm®, o que pode ser atribuído à maior carga mastigatória imposta por esse material. Essa maior carga possivelmente resultou em uma hiperestimulação das glândulas salivares, justificando o aumento expressivo observado no FSE em ambos os grupos. Conclui-se que o uso de três unidades de Parafilm® proporciona um FSE significativamente superior ao obtido com um único tubo de silicone, evidenciando mudança na classificação do fluxo salivar do paciente. Além disso, observou-se variação nos parâmetros de qualidade salivar conforme o sialagogo empregado, indicando que o tipo de estímulo influencia não apenas o volume, mas também as características da saliva produzida. |
| Abstract: | Mechanical stimulation using sialagogues enhances salivary diagnostics, enabling the assessment of dysfunctions such as hyposalivation as well as the global functionality of the glands in different clinical contexts. This study aimed to compare the salivary response to different mechanical sialagogues (three units of Parafilm® and a silicone tube [internal diameter: 3.20 mm; external diameter: 6.40 mm; wall thickness: 1.60 mm; length: 15 mm]), according to the presence or absence of xerostomia, and to analyze changes in clinical salivary parameters (classification, viscosity, color, turbidity, and pH). A two-arm crossover clinical trial was conducted involving two distinct groups: adults without systemic diseases and without xerostomia (G1; n=30), and adults with Type 2 Diabetes Mellitus and xerostomia (G2; n=30). A xerostomia inventory was administered, and two salivary collections were performed on separate days in the afternoon: one assessing resting salivary flow rate (RSFR) and the other stimulated salivary flow rate (SSFR), the latter obtained with each sialagogue for five minutes, standardized to 70 chewing cycles per minute using a metronome. Sialometry included measurements of volume (mL/min), viscosity (filance), pH (Merck® strips), turbidity, and color. Data were analyzed using the Scheirer–Ray–Hare and Chi-square tests (p<0.01). Mean RSFR was 0.51 mL/min in G1 and 0.31 mL/min in G2. For SSFR, mean values using silicone were 1.42 mL/min (G1) and 1.14 mL/min (G2), and 2.36 mL/min and 1.68 mL/min using Parafilm®, demonstrating a significant influence of the material employed (p<0.01). Among the assessed parameters, only turbidity showed no statistically significant difference. Eighty percent of participants reported transient discomfort in the temporomandibular joint (TMJ) region after chewing Parafilm®, which may be attributed to the greater masticatory load required by this material. This increased load likely resulted in hyperstimulation of the salivary glands, explaining the marked increase in SSFR in both groups. In conclusion, the use of three units of Parafilm® produced a significantly higher SSFR than that obtained with a single silicone tube, leading to changes in salivary flow classification. Additionally, variations in salivary quality parameters were observed depending on the sialagogue used, indicating that the type of stimulus influences not only salivary volume but also the characteristics of the saliva produced. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Departamento de Odontologia, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | Odontologia
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