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Título: Capacidade das estações infrassônicas do IMS detectarem bólidos na América do Sul
Autor(es): Assunção, Letícia Guedes
Orientador(es): Barros, Lucas Vieira
Assunto: Bólido
Meteoroide
Asteroide
Data de apresentação: 20-Fev-2025
Data de publicação: 24-Fev-2026
Referência: ASSUNÇÃO, Letícia Guedes. Capacidade das estações infrassônicas do IMS detectarem bólidos na América do Sul. 2025. 78 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Geofísica) – Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Há muito tempo, objetos celestes provenientes do espaço despertam curiosidade e apreensão em pessoas ao redor do mundo. Segundo a NASA (National Aeronautics and Space Administration), os cientistas estimam que cerca de 48,5 toneladas de material meteórico caem na Terra todos os dias, penetrando na atmosfera com velocidades supersônicas que ultrapassam a velocidade do som. Tais objetos extraterrestres podem ser fragmentos de cometas e asteroides, sendo chamados de meteoroides. A comunidade científica conta com um Sistema Internacional de Monitoramento (International Monitoring System - IMS) para contribuir com a verificação do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty - CTBT). Esta rede global de sensores, destinada ao monitoramento de testes nucleares clandestinos em violação ao Tratado CTBT, conta com quatro tecnologias geofísicas para monitorar os três ambientes possíveis de realização de testes nucleares: sísmica (para monitoramento terrestre), infrassônica (para monitoramento na atmosfera), hidroacústica (para monitoramento subaquático) e radionuclídeos (tecnologia complementar ao monitoramento dos testes terrestres). A tecnologia infrassônica, além de ser apropriada para a detecção de explosões nucleares atmosféricas, pode ser utilizada também no estudo de outros eventos naturais e antropogênicos que geram sinais infrassônicos, como é o caso de meteoroides que, ao entrarem na atmosfera terrestre em altas velocidades, podem gerar ondas infrassônicas. Essas ondas acústicas percorrem longas distâncias devido às suas baixas frequências (f < 20Hz) e longos comprimentos de onda (ondas inaudíveis ao ser humano), pois sofrem baixa atenuação. Devido a essa característica, são necessárias apenas 60 estações para monitorar explosões nucleares em toda a Terra. Neste trabalho, são utilizados dados das estações infrassônicas localizadas na América do Sul, incluindo a única estação brasileira de infrassom (IS09), localizada em Brasília, mantida e operada pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília. Este estudo apresenta um catálogo de eventos infrassônicos gerados por bólidos e bolas de fogo, detectados por estações infrassônicas do IMS, no período de 2018 a 2025, e estimativa da energia da onda infrassônica gerada por esses eventos. A verificação desses eventos é realizada a partir do banco de dados divulgado pelo Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS).
Abstract: For a long time, celestial objects from space have aroused curiosity and apprehension among people worldwide. According to NASA (National Aeronautics and Space Administration), scientists estimate that approximately 48.5 tons of meteoric material fall to Earth daily, entering the atmosphere at supersonic speeds exceeding the speed of sound. These extraterrestrial objects can be fragments of comets and asteroids, known as meteoroids. The scientific community relies on an International Monitoring System (IMS) to assist in verifying the Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty (CTBT). This global network of sensors, designed to monitor clandestine nuclear tests in violation of the CTBT, employs four geophysical technologies for monitoring in the three possible nuclear test environments: seismic (for terrestrial monitoring), infrasonic (for atmospheric monitoring), hydroacoustic (for underwater monitoring), and radionuclide (complementary technology for monitoring terrestrial tests). In addition to being suitable for detecting atmospheric nuclear explosions, infrasonic technology can also be used to study other natural and anthropogenic events that generate infrasonic signals, such as meteoroids entering Earth's atmosphere at high speeds, which can generate infrasonic waves. These acoustic waves travel long distances due to their low frequencies (f < 20Hz) and long wavelengths (inaudible to humans), as they suffer low attenuation. Due to this characteristic, only 60 stations are required to monitor nuclear explosions worldwide. In this study, data from infrasonic stations located in South America are utilized, including the only Brazilian infrasound station (IS09) in Brasília, maintained and operated by the Seismological Observatory of the University of Brasília. This work presents a catalog of infrasonic events generated by bolides and fireballs, detected by IMS infrasonic stations from 2018 to 2025, along with the corresponding calculation of the infrasonic wave energy generated by these events. Verification of these events is conducted using the database provided by the Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS).
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, 2025.
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