| Resumo: | O trabalho analisa a atuação do assistente social na saúde mental infantojuvenil, com foco nos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi), destacando sua importância no cuidado integral e na garantia de direitos de crianças e adolescentes em sofrimento psíquico. A pesquisa, de caráter qualitativo e bibliográfico, situa essa atuação no contexto das políticas públicas, da Reforma Psiquiátrica, da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), evidenciando o compromisso com a humanização, a intersetorialidade e o cuidado. O sofrimento psíquico infantojuvenil está profundamente relacionado às desigualdades sociais, raciais, de gênero, às violências, à pobreza e às vulnerabilidades familiares, assim o assistente social atua com acolhimento, escuta qualificada, estudo social, articulação de rede, participação no Projeto Terapêutico Singular (PTS), mediação de conflitos e defesa dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. A pesquisa identifica desafios importantes, como subfinanciamento, equipes incompletas, alta demanda, estigma da saúde mental, práticas medicamentosas e fragilidade na articulação intersetorial, o que dificulta a efetividade das políticas. Apesar disso, o estudo evidencia as potencialidades da profissão, cuja formação crítica possibilita compreender o sofrimento psíquico em sua dimensão social e construir intervenções ampliadas, territoriais e humanizadas. |