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Título: O reconhecimento e implementação do conceito de trabalho de cuidado como direito social no Brasil
Autor(es): Ribeiro, Anna Karolina Sobrinho de Araújo
Orientador(es): Costa, Anabelle Carrilho da
Assunto: Cuidado
Política Nacional de Cuidados (PNaC)
Plano Nacional de Cuidados
Direitos sociais
Trabalho
Trabalho de cuidado
Data de apresentação: 9-Dez-2025
Data de publicação: 11-Fev-2026
Referência: RIBEIRO, Anna Karolina Sobrinho de Araújo. O reconhecimento e implementação do conceito de trabalho de cuidado como direito social no Brasil. 2025. 43 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Serviço Social) – Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo geral analisar como o trabalho de cuidado está sendo politicamente e juridicamente construído como direito social, a partir da Política e do Plano Nacional de Cuidados. Como objetivos específicos, a pesquisa visa analisar como o trabalho de cuidado não remunerado e remunerado impacta historicamente na autonomia econômica das mulheres e como o reconhecimento do cuidado como direito social contribui (ou não) na redução das desigualdades estruturais que afetam as mulheres no Brasil. A metodologia utilizada foi qualitativa, de caráter bibliográfico e documental. A revisão bibliográfica se amparou principalmente em autoras do campo do Serviço Social e dos estudos feministas críticos. A pesquisa documental considerou relatórios do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e Ministério das Mulheres. Além de dados estatísticos produzidos por instituições como IBGE e IPEA. O estudo evidenciou que o trabalho de cuidado continua marcado pela desvalorização econômica e social, e que recai majoritariamente sobre as mulheres, especialmente negras e pobres, refletindo uma estrutura patriarcal e capitalista que se apoia na exploração do tempo e da força de trabalho feminina. Entretanto, a análise aponta que a formulação da Política Nacional de Cuidados e do Plano Nacional de Cuidados constituem um avanço importante no reconhecimento do cuidado como direito social e dever do Estado. Apesar desses avanços conceituais e da articulação interministerial para sua implementação, o estudo identifica limites em sua implementação, como a ausência de orçamento definido, a fragmentação das ações entre pastas e a insuficiente integração com outras políticas sociais. Assim, a pesquisa conclui que a consolidação do cuidado como direito social requer não apenas políticas específicas, mas também uma mudança que enfrente as desigualdades de gênero, raça e classe.
Abstract: This undergraduate thesis aims to analyze how care work has been politically and legally constructed as a social right in Brazil, based on the National Care Policy and the National Care Plan. As specific objectives, the study seeks to examine how unpaid and paid care work has historically impacted women’s economic autonomy and how the recognition of care as a social right contributes or does not contribute to the reduction of structural inequalities affecting women in Brazil. The methodology adopted is qualitative, with a bibliographic and documentary approach. The literature review is primarily grounded in authors from the field of Social Work and critical feminist studies. The documentary research analyzes reports produced by the Ministry of Development and Social Assistance, Family and Fight Against Hunger and the Ministry of Women, as well as statistical data produced by institutions such as the Brazilian Institute of Geography and Statistics and the Institute for Applied Economic Research. The study shows that care work remains marked by economic and social devaluation and continues to fall predominantly on women, especially Black and poor women, reflecting a patriarchal and capitalist structure that relies on the exploitation of women’s time and labor. Nevertheless, the analysis indicates that the formulation of the National Care Policy and the National Care Plan represents an important advance in the recognition of care as a social right and a duty of the State. Despite these conceptual advances and the interministerial articulation for its implementation, the study identifies limitations, such as the lack of a defined budget, the fragmentation of actions among governmental bodies, and insufficient integration with other social policies. Thus, the research concludes that consolidating care as a social right requires not only specific policies, but also structural changes that confront gender, race, and class inequalities.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Serviço Social, 2025.
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