| Resumo: | A atividade física (AF) é reconhecida globalmente como um fator de proteção essencial para a saúde, associada à prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), à gestão do peso e à redução da mortalidade prematura (POLISSENI & RIBEIRO, 2014). Apesar dos seus benefícios serem estabelecidos desde a década de 1950, e o American College of Sports Medicine recomendar um mínimo de 150 minutos semanais de AF moderada para adultos, a inatividade física permanece um problema de saúde pública global. Dados alarmantes indicam que uma em cada cinco pessoas no mundo era fisicamente inativa em 2011, uma prevalência influenciada por fatores como a urbanização, e que no Brasil atinge patamares elevados(POLISSENI & RIBEIRO, 2014). A obesidade é amplamente influenciada pelo balanço energético entre o gasto calórico e a ingestão alimentar. Nesse contexto, a atividade física (AF) constitui um dos hábitos modificáveis essenciais tanto para a sua prevenção quanto para o controle (BARBOZA, 2021). A prática de AF é relevante não apenas pela sua contribuição na redução de riscos cardiovasculares (mesmo sem perda de peso significativa), mas também por ser crucial para a manutenção do peso a longo prazo (BARBOZA, 2021). O cenário de saúde pública no Brasil é preocupante: a prevalência de obesidade tem apresentado um crescimento contínuo. Conforme dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por meio de Pesquisa Telefônica (VIGITEL) citados por Barboza (2021), a prevalência aumentou de 15,8% em 2011 para 22,4% em 2021. Apesar da urgência e do amplo incentivo à AF como medida de combate, a adesão da população é notoriamente baixa: apenas 30,1% dos brasileiros com 15 anos ou mais atingem o volume recomendado de atividade física (BARBOZA, 2021). Nesse contexto crítico, a promoção da saúde em ambientes ocupacionais, como o Serviço Público (a exemplo da SEE/DF), assume crucial importância. O nível de atividade física dos trabalhadores é um indicador de saúde preocupante, visto que estudos apontam para uma baixa adesão à prática de exercícios entre a população trabalhadora (SILVA et al., 2018, apud DA SILVA OLIVEIRA et al., 2021). Ao analisar especificamente os servidores públicos (incluindo docentes e técnicos-administrativos), essa tendência se mantém, revelando elevadas taxas de inatividade física, por vezes superiores a 70% (GONÇALVES et al., 2017; REIS et al., 2017, apud DA SILVA OLIVEIRA et al., 2021). |