| Título: | Feminicídio no Brasil : políticas estaduais de prevenção e enfrentamento |
| Autor(es): | Alves, Camila Batista Santos, Damião Enéias de Melo dos Farias, Edna Luzia da Rosa Santos, Leonardo Menezes dos |
| Orientador(es): | Torlig, Eloisa Gonçalves da Silva |
| Assunto: | Violência doméstica Violência contra as mulheres Feminicídio Políticas públicas - mulheres |
| Data de apresentação: | 28-Mar-2025 |
| Data de publicação: | 6-Fev-2026 |
| Referência: | ALVES, Camila Batista et al. Feminicídio no Brasil: políticas estaduais de prevenção e enfrentamento. 2025. 43 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Gestão e Governança de Segurança Pública) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | A violência contra as mulheres no Brasil, em especial o feminicídio, configura-se não apenas
como um crime hediondo, mas como uma afronta à humanidade. Apesar de sua gravidade e
abrangência, que atravessa diferentes grupos sociais e regiões, a escassez de dados
consistentes sobre o tema revela uma invisibilidade preocupante, exigindo pesquisas que
iluminem suas causas, dinâmicas e impactos. Diante desse cenário, este estudo analisou as
políticas públicas de prevenção e enfrentamento ao feminicídio em quatro estados brasileiros
— Paraná, Minas Gerais, Pernambuco e Roraima —, adotando uma abordagem qualitativa
que combinou revisão bibliográfica com a aplicação de questionários semiestruturados às
instituições de segurança pública. Os resultados apontaram avanços notáveis, como: i) a
consolidação da Patrulha Maria da Penha, fortalecendo a efetividade das Medidas Protetivas
de Urgência; ii) a expansão de Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher, com
protocolos que privilegiam a humanização e a escuta qualificada; e iii) implementação de
Planos Estaduais dedicados ao combate da violência de gênero, sinalizando maior priorização
do tema. Contudo, persistem desafios estruturais: i) falta de integração de bancos de dados,
que limita o monitoramento e a tomada de decisão; ii) recursos financeiros e humanos
insuficientes, especialmente em regiões periféricas e remotas; e iii) fragmentação das ações,
com pouca articulação entre as redes de proteção. Este estudo reforça que combater o
feminicídio transcende a esfera da segurança pública: é um imperativo civilizatório. Exige não
apenas políticas eficazes, mas uma transformação cultural — um pacto social que envolva
Estado, sociedade e indivíduos na construção de um país onde a vida das mulheres seja, de
fato, valorizada. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (especialização) — Universidade de Brasília, Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas, Departamento de Administração, 2025. MBA em Gestão e Governança de Segurança Pública. |
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| Aparece na Coleção: | Gestão e Governança em Segurança Pública
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