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Título: Desinstitucionalização dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico : desafios e possibilidades
Autor(es): Silva, Thayane Ferreira da
Orientador(es): Siqueira, Lucio Willian Mota
Assunto: Hospitais psiquiátricos
Reforma psiquiátrica
Saúde mental
Luta antimanicomial
Data de apresentação: 17-Dez-2025
Data de publicação: 23-Jan-2026
Referência: SILVA, Thayane Ferreira da. Desinstitucionalização dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico: desafios e possibilidades. 2025. 66 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Serviço Social) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Este trabalho analisa o processo de desinstitucionalização dos Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico no Brasil à luz da Resolução do Conselho Nacional de Justiça nº 487/2023 (e sua atualização pela Resolução nº 572/2024), situando-o no contexto mais amplo da Reforma Psiquiátrica, das disputas ideológicas e das determinações estruturais de gênero, raça e classe. A partir de revisão bibliográfica e da análise documental (leis, portarias, relatórios), o estudo identifica o descompasso entre o ideal normativo da política antimanicomial, centrado no cuidado em liberdade, na reconstrução de vínculos e no Projeto Terapêutico Singular, e sua concretização prática, marcada por retrocessos orçamentários, ampliação de práticas hospitalocêntricas e limitada articulação entre Judiciário e Rede de Atenção Psicossocial. Abordam-se também os riscos da transinstitucionalização e culpabilização do indivíduo. O estudo enfatiza que o fechamento dos manicômios judiciários não depende apenas de marcos normativos, mas também necessita da transformação sociocultural e incorporação das categorias de totalidade e mediação na prática do Serviço Social para enfrentar as desigualdades de gênero, de raça e de classe que atravessam a produção social da loucura. Sem financiamento, integração intersetorial e levantamento e análise de dados acerca dos marcadores sociais, a política antimanicomial corre o risco de se alienar, apenas reproduzindo o modelo manicomial através de novas expressões.
Abstract: This work analyzes the process of deinstitutionalization of Brazil’s Custody and Psychiatric Treatment Hospitals (HCTPs) in light of National Council of Justice Resolution nº 487/2023 (and the update by Resolution nº 572/2024), situating it within the broader context of the Psychiatric Reform, ideological disputes, and the structural determinants of gender, race, and class. Based on a literature review and documentary analysis (laws, ordinances, reports), the study identifies a discrepancy between the normative ideal of the anti-asylum policy (centered on care in freedom, the reconstruction of social bonds, and the Singular Therapeutic Project) and its practical implementation, marked by budget setbacks, the expansion of hospital-centered practices, and limited coordination between the Judiciary and the Psychosocial Care Network. The risks of transinstitutionalization and the individualization of blame are also addressed. The study emphasizes that the closure of judicial asylums depends not only on regulatory frameworks but also on sociocultural transformation and on the incorporation of the categories of totality and mediation into Social Work practice in order to confront the gender, race, and class-based inequalities that shape the social production of madness. Without adequate funding, intersectoral integration, and the collection and analysis of data regarding social markers, the anti-asylum policy risks becoming alienated, merely reproducing the asylum model through new expressions.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Serviço Social, 2025.
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