| Título: | A trajetória de Úrsula na conquista da liberdade (Maruim-SE, 1882) |
| Autor(es): | Martins, Manuela Vitória Sacramento |
| Orientador(es): | Portela, Cristiane de Assis |
| Assunto: | Escravidão Escravos - abolição Etnografia |
| Data de apresentação: | 10-Jul-2025 |
| Data de publicação: | 22-Jan-2026 |
| Referência: | MARTINS, Manuela Vitória Sacramento. A trajetória de Úrsula na conquista da liberdade (Maruim-SE, 1882). 2025. 34 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | O presente artigo debruça-se sobre a trajetória de Úrsula, ex-escravizada da cidade de Maruim-SE, em sua luta pela liberdade no ano de 1882, a partir da análise do seu processo de arbitramento e das palavras do jornal O Libertador, escrito pelo abolicionista sergipano Francisco José Alves. A análise fundamenta-se em uma compreensão interseccional das opressões que se entrecruzam em torno da trajetória dessa mulher e como, mesmo com os entraves colocados, ela é protagonista na luta por sua alforria, resultando na conquista da liberdade. A etnografia de arquivos é adotada como ferramenta metodológica, orientando uma leitura crítica dos documentos e de suas condições de produção, guarda e circulação. Ao expor a minha jornada de pesquisa, assumo que esse processo de reflexão sobre os documentos, teorias e posicionamentos é parte integrante da produção do conhecimento. Além disso, busco trazer à tona a história de Úrsula como um caso significativo de protagonismo feminino negro, em meio à uma história repleta de personagens homens em posições de poder. |
| Abstract: | This article focuses on the life trajectory of Úrsula, a formerly enslaved woman from the city of Maruim, Sergipe, and her struggle for freedom in the year 1882. The analysis is based on her arbitration process and on the discourse of O Libertador, a newspaper written by the Sergipano abolitionist Francisco José Alves. The study is grounded in an intersectional understanding of the overlapping forms of oppression that shaped Úrsula’s path, and how, despite the hardships imposed upon her, she was the protagonist in her fight for manumission, conquering freedom as a result of her resilience. Archival ethnography is adopted as a methodological tool, guiding a critical reading of documents and their conditions of production, preservation, and circulation. As I expose my research journey, I affirm that the reflecting process on documents, theories, and positionalities is an integral part of knowledge production. Furthermore, this article seeks to bring Úrsula’s story as a significant example of Black female agency within a historical context largely dominated by male figures in positions of power. |
| Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de História, 2025. |
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| Aparece na Coleção: | História
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