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Título: Armas de incapacitação neuromuscular no uso diferenciado da força e sua relação com a equidade de gênero nas polícias militares : uma revisão da literatura
Autor(es): Cortez, Alessandro Garcia
Orientador(es): Nascimento, Thiago Gomes
Assunto: Arma de incapacitação neuromuscular
Gênero - equidade
Data de apresentação: 26-Mar-2025
Data de publicação: 22-Jan-2026
Referência: CORTEZ, Alessandro Garcia. Armas de incapacitação neuromuscular no uso diferenciado da força e sua relação com a equidade de gênero nas polícias militares: uma revisão da literatura. 2025. 18 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Gestão e Governança de Segurança Pública) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: O crescimento da violência e os desafios relacionados à equidade de gênero nas polícias militares evidenciam a necessidade de aprimorar as práticas de uso da força por meio de tecnologias que conciliem eficácia operacional com respeito aos direitos humanos. Nesse contexto, as Armas de Incapacitação Neuromuscular (AINM), classificadas como Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo (IMPO), surgem como alternativas viáveis para reduzir a letalidade, padronizar abordagens e mitigar disparidades operacionais entre homens e mulheres nas forças policiais. Este estudo tem como objetivo analisar de forma sistemática e crítica os impactos do uso das Armas de Incapacitação Neuromuscular (AINM) no contexto do Uso Diferenciado da Força (UDF), com especial atenção à sua influência na promoção da equidade de gênero no exercício da atividade-fim das polícias militares. Busca-se compreender se e como o uso das AINM pode equalizar as condições operacionais entre policiais de diferentes gêneros, tendo em vista os fatores associados ao UDF como Legalidade, Capacitação, Aspectos psicológicos e de gênero, Equipamentos, Doutrina e cultura institucional. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática da literatura com base no protocolo PRISMA, contemplando estudos que abordam aspectos legais, técnicos e operacionais relacionados ao tema. Os resultados indicam que, embora haja avanços normativos e reconhecimentos institucionais sobre a importância dos IMPOs, persistem lacunas na padronização de treinamentos, regulamentação e políticas públicas voltadas à capacitação contínua dos policiais. Também foi constatado que a presença feminina nas atividades operacionais ainda é limitada por fatores estruturais e culturais, e que o uso eficaz das AINM pode contribuir significativamente para equalizar as condições de atuação entre gêneros. A literatura analisada sugere que a adoção dessas tecnologias, aliada a políticas de formação e protocolos institucionais claros, representa um caminho promissor para o fortalecimento da equidade de gênero e da eficácia no policiamento ostensivo. Os resultados desta pesquisa destacam a necessidade de revisão das políticas de inclusão de mulheres na polícia, com especial atenção às políticas de cotas e treinamentos específicos que contemplem o uso das AIN. Conclui-se que a equidade de gênero na segurança pública não depende apenas da ampliação do efetivo feminino, mas também da adoção de tecnologias que igualem as condições de atuação entre homens e mulheres, garantindo um ambiente mais justo e eficiente na aplicação do uso diferenciado da força.
Abstract: The increase in violence and the challenges related to gender equity in the military police force highlight the need to improve practices in the use of force through technologies that reconcile operational effectiveness with respect for human rights. In this context, Neuromuscular Incapacitation Weapons (NMIAs), classified as Instruments of Less Offensive Potential (IMPOs), emerge as viable alternatives to reduce lethality, standardize approaches, and mitigate operational disparities between men and women in the police force. This study aims to systematically and critically analyze the impacts of the use of Neuromuscular Incapacitation Weapons (NMIAs) in the context of Differentiated Use of Force (UDF), with special attention to their influence in promoting gender equity in the exercise of the main activity of the military police. The aim is to understand whether and how the use of AINM can equalize operational conditions among police officers of different genders, taking into account factors associated with UDF such as Legality, Training, Psychological and Gender Aspects, Equipment, Doctrine and Institutional Culture. To this end, a systematic review of the literature was conducted based on the PRISMA protocol, including studies that address legal, technical and operational aspects related to the topic. The results indicate that, although there are regulatory advances and institutional recognition of the importance of IMPOs, gaps persist in the standardization of training, regulation and public policies aimed at the continuous training of police officers. It was also found that the presence of women in operational activities is still limited by structural and cultural factors, and that the effective use of AINM can contribute significantly to equalizing operating conditions between genders. The literature analyzed suggests that the adoption of these technologies, combined with training policies and clear institutional protocols, represents a promising path to strengthening gender equity and effectiveness in overt policing. The results of this research highlight the need to review policies for the inclusion of women in the police force, with special attention to quota policies and specific training that include the use of AINs. It is concluded that gender equity in public security does not depend only on increasing the number of female officers, but also on the adoption of technologies that equalize the conditions of action between men and women, ensuring a fairer and more efficient environment in the application of the differentiated use of force.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (especialização) — Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas, Departamento de Administração, 2025. MBA em Gestão e Governança de Segurança Pública.
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