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Título: Juventude, periferia, trabalho e Serviço Social : Programa Jovem Aprendiz e a periferia no Distrito Federal : uma análise crítica da inserção laboral e o protagonismo do Serviço Social na garantia de direitos
Autor(es): Tominaga, Leila Pires
Assunto: Programa Jovem Aprendiz
Interseccionalidade
Precarização
Emancipação
Distrito Federal (DF)
Data de apresentação: 15-Dez-2025
Data de publicação: 16-Jan-2026
Referência: TOMINAGA, Leila Pires. Juventude, periferia, trabalho e Serviço Social: Programa Jovem Aprendiz e a periferia no Distrito Federal: uma análise crítica da inserção laboral e o protagonismo do serviço social na garantia de direitos. 2025. 78 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Serviço Social) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: A presente pesquisa realiza uma análise crítica do Programa Jovem Aprendiz (PJA) no Distrito Federal, com foco na inserção laboral da juventude periférica residente no Sol Nascente/Pôr do Sol. O objetivo central é desvelar em que medida o PJA, embora concebido como direito, opera de forma ambivalente, concilia avanços normativos com limites estruturais e é atravessado por profundas desigualdades de classe, raça, gênero e territorialidade. O estudo busca, ainda, demonstrar o protagonismo estratégico do Serviço Social na defesa de direitos nesse contexto. Adotando a perspectiva teórico-crítica e o método dialético, a pesquisa fundamenta-se na Interseccionalidade para analisar a precarização estrutural da juventude na ordem do capital fetiche (Antunes). Os resultados confirmam a hipótese de que o PJA é uma política necessária, mas insuficiente e seletiva. Constatou-se que o acesso e a permanência são mediados pelo racismo, machismo e pelo estigma territorial, que impõem barreiras concretas (como longos deslocamentos e sobrecarga de trabalho de cuidado). Ao priorizar "competências socioemocionais", o PJA tende a formar um sujeito funcional e despolitizado, reforçando o que Antunes denomina "privilégio da servidão". Conclui-se que o Serviço Social, inscrito na contradição fundante da profissão, assume um papel irredutível na arena da aprendizagem. Sua prática deve transcender o mero procedimento técnico-operativo para se afirmar como agente de desvelamento e consciência crítica. A intervenção, concebida como instrumentalidade político-ontológica, deve atuar no tensionamento das determinações estruturais, transformando o jovem de objeto de política compensatória em sujeito político ativo na luta pela emancipação social, fortalecendo a frágil "jangada" da inclusão em meio às "correntes do capital e da segregação". O estudo contribui para a sistematização crítica da relação entre trabalho precarizado, territorialidade e a efetivação do Projeto Ético-Político do Serviço Social.
Abstract: The present research performs a critical analysis of the Youth Apprentice Program (PJA) in the Federal District (DF), focusing on the labor insertion of peripheral youth residing in the Sol Nascente/Pôr do Sol region. The central objective is to unveil the extent to which the PJA, although conceived as a right, operates ambivalently, reconciling normative advances with structural limits, and is crossed by deep inequalities of class, race, gender, and territoriality. The study also aims to demonstrate the strategic role of Social Work in defending rights within this context. Adopting the critical-theoretical perspective and the dialectical method, the research is grounded in Intersectional analysis to examine the structural precarization of youth within the fetish-capital order (Antunes). The results confirm the hypothesis that the PJA is a necessary but insufficient and selective policy. It was found that access and permanence are mediated by racism, machismo, and territorial stigma, which impose concrete barriers (such as long commutes and care work overload). By prioritizing "socioemotional competencies," the PJA tends to form a functional and de-politicized subject, reinforcing what Antunes calls the "privilege of servitude." The conclusion is that Social Work, inscribed in the profession's foundational contradiction, assumes an irreducible role in the apprenticeship arena. Its practice must transcend mere technical-operative procedures to assert itself as an agent of unveiling and critical consciousness. The intervention, conceived as political-ontological instrumentality, must act by stressing structural determinations, transforming the young person from an object of compensatory policy into an active political subject in the struggle for social emancipation, strengthening the fragile "raft" of inclusion amidst the "currents of capital and segregation." The study contributes to the critical systematization of the relationship between precarious work, territoriality, and the effectiveness of the Ethical-Political Project of Social Work.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Serviço Social, 2025.
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