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Título: A dimensão geopoética na obra O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação, de Haruki Murakami
Autor(es): Mota, Gabriel de Oliveira
Orientador(es): Ferreira, Cacio José
Assunto: Geopoética
Literatura japonesa
Identidade
Data de apresentação: 2-Dez-2025
Data de publicação: 6-Jan-2026
Referência: MOTA, Gabriel de Oliveira. A dimensão geopoética na obra O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação, de Haruki Murakami. 2025. 45 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Língua e Literatura Japonesa) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Esta dissertação investiga a dimensão geopoética em O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação1 (2013), de Haruki Murakami, com o objetivo de compreender de que forma os espaços narrativos contribuem para a constituição da identidade, da memória e da experiência existencial do protagonista. A pesquisa parte da perspectiva da geopoética de Kenneth White, entendida como a relação entre a criação literária e a cartografia da experiência humana em conexão com o espaço e a paisagem. Para fundamentar a análise, recorrem-se também à geografia humanística de Yi-Fu Tuan, que explora o vínculo afetivo com os lugares; à poética do espaço de Gaston Bachelard, voltada à simbologia dos ambientes interiores; à teoria dos não-lugares de Marc Augé, pertinente aos deslocamentos urbanos e transitórios; e ao conceito de cronotopo de Mikhail Bakhtin, útil para compreender a articulação entre espaço, tempo e narrativa. Nesse sentido, a obra de Murakami é analisada à luz desses referenciais, destacando a configuração de diferentes espacialidades: o ambiente urbano de Nagoya e Tóquio, timbrado pela alienação; os lugares de memória, que evocam a amizade e a perda; os não-lugares, como trens, hotéis e aeroportos, que funcionam como metáforas existenciais; e a viagem ao exterior, em especial à Finlândia, que representa a travessia simbólica do protagonista em direção ao autoconhecimento. A análise evidencia que Murakami constrói uma verdadeira cartografia simbólica, na qual espaço e identidade se entrelaçam, desvelando a tensão entre deslocamento, pertencimento e reconstrução de si. Os resultados indicam que a geopoética, aplicada ao romance, ilumina tanto a dimensão estética quanto existencial da obra, permitindo compreender o espaço como cenário e como eixo estruturante da narrativa. Assim, a pesquisa contribui para os estudos murakamianos e amplia o diálogo entre crítica literária, geografia humanística e filosofia do espaço, abrindo caminhos para futuras investigações sobre literatura e geopoética na produção japonesa contemporânea.
Abstract: This dissertation investigates the geopoetic dimension in Haruki Murakami's Colorless Tsukuru Tazaki and His Years of Pilgrimage (2013), aiming to understand how narrative spaces contribute to the constitution of the protagonist's identity, memory, and existential experience. The research is based on the perspective of Kenneth White's geopoetics, understood as the relationship between literary creation and the cartography of human experience in connection with space and landscape. To support the analysis, we also draw on Yi-Fu Tuan's humanistic geography, which explores the affective bond with places; Gaston Bachelard's poetics of space, which focuses on the symbolism of interior environments; Marc Augé's theory of non-places, pertinent to urban and transitory displacements; and Mikhail Bakhtin's concept of chronotope, useful for understanding the articulation between space, time, and narrative. In this sense, Murakami's work is analyzed in light of these references, highlighting the configuration of different spatialities: the urban environment of Nagoya and Tokyo, marked by alienation; the places of memory, which evoke friendship and loss; the non-places, such as trains, hotels, and airports, which function as existential metaphors; and the trip abroad, especially to Finland, which represents the protagonist's symbolic journey toward self-knowledge. The analysis highlights that Murakami constructs a true symbolic cartography, in which space and identity intertwine, revealing the tension between displacement, belonging, and self-reconstruction. The results indicate that geopoetics, applied to the novel, illuminates both the aesthetic and existential dimensions of the work, allowing us to understand space as both a setting and a structuring axis of the narrative. Thus, the research contributes to Murakami studies and broadens the dialogue between literary criticism, humanistic geography, and philosophy of space, paving the way for future investigations on literature and geopoetics in contemporary Japanese production.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, 2025.
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Aparece na Coleção:Letras - Japonês



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