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dc.contributor.advisorRezende, Alba Valéria-
dc.contributor.authorMarcial, Ramom Sousa-
dc.identifier.citationMARCIAL, Ramom Sousa. Estoque de carbono no solo em áreas de Cerrado em processo de sucessão secundária. 2025. 38 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Tecnologia, Departamento de Engenharia Florestal, 2025.pt_BR
dc.description.abstractEste estudo quantificou e comparou o estoque de carbono no solo (ECS) em áreas de cerrado sensu stricto com diferentes tipos de distúrbios antrópicos, localizadas na Reserva Ecológica e Experimental Fazenda Água Limpa – FAL e na Estação Ecológica de Águas Emendadas - ESECAE, que são duas importantes Unidades de Conservação (UC) do Bioma Cerrado, situadas em Brasília, Distrito Federal, Brasil. Na FAL avaliamos uma área experimental que, em 1988, foi submetida a seis sistemas de manejo, baseados em diferentes técnicas de colheita e extração da vegetação lenhosa, e que, para efeito deste estudo denominamos de tratamentos T1, T2, T3, T4, T5 e T6. Na ESECAE avaliamos duas áreas. A primeira, que denominamos de tratamento 7 (T7), encontra-se antropizada, mas protegida e em processo de sucessão secundária desde 1988, após sua ocupação por atividades agropecuárias entre 1976 e 1987. A segunda área da ESECAE, que denominamos de tratamento 8 (T8), encontra-se em condição preservada, sem registros de distúrbios antrópicos, com exceção de incêndios florestais ocasionais, comumente registrados no bioma Cerrado. Em 2021 realizamos coletas de solo no interior de parcelas permanentes de 0,1 ha implantadas nas áreas dos 8 tratamentos. Na FAL, as coletas foram realizadas em parcelas permanentes implantadas em 1996 nas áreas de cada um dos seis tratamentos. Na ESECAE, as coletas foram realizadas nas parcelas permanentes implantadas em 1998 no cerrado antropizado, e em 2008 no cerrado preservado. Em cada parcela, as coletas de solo ocorreram na camada de 0-20 cm de profundidade e em três pontos da parcela (repetições), ou seja, no centro e em dois vértices diagonais. As coletas em cada parcela de 0,1 ha foram de amostras deformadas quanto indeformadas. Todas as amostras foram identificadas pelo respectivo tratamento (T1 a T8), pelo número da parcela permanente e pela repetição (1 a 3). As amostras deformadas foram utilizadas para determinação das características químicas e físicas do solo, incluindo o teor de carbono orgânico (C), e as amostras indeformadas permitiram obter densidade do solo (DS). O ECS de cada parcela de 0,1 ha foi obtido a partir dos valores de C e DS média registrados em cada parcela. Neste estudo buscamos avaliar a existência de correlação significativa (p < 0,05) entre o ECS e as métricas da vegetação (densidade de indivíduos, área basal, biomassa aérea e riqueza de espécies) e do solo (características químicas e físicas). Avaliamos ainda a existência de diferenças significativas entre os ECS dos oitos tratamentos por meio de uma análise de variância (ANOVA). Para isto, consideramos um delineamento inteiramente casualizado, com 10 repetições para a área antropizada da ESECAE, 9 repetições para a área natural da ESECAE e três repetições para cada área da FAL. Constatamos que as correlações entre o ECS e as métricas da vegetação e das características físicas do solo foram muito baixas e não significativas (p > 0,05). O mesmo ocorreu com as características químicas do solo. As únicas exceções foram para potássio, cuja correlação, embora baixa (0,34) foi significativa (p < 0,05) e para matéria orgânica, que apresentou correlação moderada (0,72) e significativa (p < 0,05). Não foram detectadas diferenças significativas entre as médias de ECS dos oito tratamentos (p > 0,05), indicando que o ECS médio encontrado na área natural da ESECAE é estatisticamente igual aos valores médios de ECS registrados nas áreas de cerrado sensu stricto da FAL, que foram submetidas a diferentes sistemas de manejo em 1988 e que ao longo de décadas têm protegidas para recuperação da vegetação original, e ao ECS da área antropizada da ESECAE, que também encontra-se protegida desde 1988 para recuperação da vegetação original. Nossos resultados mostram que, em média, as oito áreas de cerrado sensu stricto estudadas estocam cerca de 57,32 ± 2,73 Mg ha-1 de carbono na camada superficial do solo (20 cm). Destacamos que a vegetação lenhosa nativa que vem se estabelecendo na área de cerrado antropizado da ESECAE, além de apresentar baixa densidade de indivíduos e baixa riqueza de espécies, encontra-se totalmente dominada por gramíneas exóticas e invasoras que, apesar de atuarem como barreira na recuperação da vegetação lenhosa, contribuem positivamente com o ECS. As gramíneas exóticas influenciam negativamente na resiliência do cerrado sensu stricto da ESECAE, competindo e impedindo o estabelecimento e a regeneração de espécies lenhosas nativas. Portanto, concluímos que áreas de cerrado sensu stricto desmatadas e ocupadas por atividades agrícolas e pastagens, e depois protegidas por longo prazo para recuperação da vegetação natural, assim como áreas desmatadas uma única vez para retirada de lenha, seja com o uso de motosserra ou trator de lâmina, e posteriormente protegidas, pelo mesmo tempo, para recuperação da vegetação original, apresentam ECS similares ao de uma área de cerrado sensu stricto preservada.pt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subject.keywordCerradopt_BR
dc.subject.keywordSolos - densidadept_BR
dc.subject.keywordDistrito Federal (DF)pt_BR
dc.subject.keywordMatéria orgânicapt_BR
dc.subject.keywordEstoque de carbonopt_BR
dc.titleEstoque de carbono no solo em áreas de Cerrado em processo de sucessão secundáriapt_BR
dc.title.alternativeCarbon stock in the soil in Cerrado areas under secondary succession processpt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - Graduação - Bachareladopt_BR
dc.date.accessioned2025-12-23T20:48:07Z-
dc.date.available2025-12-23T20:48:07Z-
dc.date.submitted2025-02-14-
dc.identifier.urihttps://bdm.unb.br/handle/10483/43032-
dc.language.isoPortuguêspt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor que autoriza a Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente da Universidade de Brasília (BDM) a disponibilizar o trabalho de conclusão de curso por meio do sítio bdm.unb.br, com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 International, que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que seja citado o autor e licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação desta.pt_BR
dc.description.abstract1This study quantified and compared soil carbon stock (SCS) in cerrado sensu stricto areas with different types of anthropogenic disturbances, located in the Ecological and Experimental Reserve Fazenda Água Limpa (FAL) and the Ecological Station of Águas Emendadas (ESECAE). These are two important protected areas (PAs) of the Cerrado biome, situated in Brasília, Federal District, Brazil. At FAL, we evaluated an experimental area that, in 1988, was subjected to six different management systems based on distinct harvesting and extraction techniques of woody vegetation. For this study, we designated these as treatments T1, T2, T3, T4, T5, and T6. At ESECAE, we evaluated two areas. The first, referred to as treatment T7, has undergone anthropogenic disturbances but it has been protected and undergoing secondary succession since 1988, following agricultural and livestock activities between 1976 and 1987. The second area, designated as treatment T8, is in a preserved condition, with no records of anthropogenic disturbances except for occasional wildfires, which are common in the Cerrado biome. In 2021, we collected soil samples within permanent 0.1 ha plots established in the areas corresponding to the eight treatments. At FAL, the samples were collected from permanent plots established in 1996 in each of the six treatment areas. At ESECAE, collections took place in permanent plots established in 1998 in the anthropized cerrado and in 2008 in the preserved cerrado. In each plot, soil samples were taken from the 0 - 20 cm soil layer at three points (replicates): the center and two diagonal vertices. In each 0.1 ha plot, both disturbed and undisturbed samples were collected. All samples were identified by their respective treatment (T1 to T8), permanent plot number, and replicate number (1 to 3). Disturbed samples were used to determine soil chemical and physical properties, including organic carbon content (C), while undisturbed samples were used to determine soil bulk density (BD). The SCS of each 0.1-ha plot was calculated based on the average C and BD values recorded in each plot. In this study, we sought to assess the existence of a significant correlation (p < 0.05) between SCS and vegetation metrics (individual density, basal area, aboveground biomass, and species richness) as well as soil properties (chemical and physical characteristics). Additionally, we evaluated significant differences in SCS among the eight treatments using an analysis of variance (ANOVA). A completely randomized design was considered, with 10 replicates for ESECAE anthropized area, 9 replicates for ESECAE natural area and three replicates for each FAL area. We found that correlations between SCS and vegetation metrics and physical soil properties were very low and not significant (p > 0.05). The same was observed for soil chemical properties, except for potassium, which showed a low but significant correlation (0.34, p < 0.05), and organic matter, which exhibited a moderate and significant correlation (0.72, p < 0.05). No significant differences were detected in the mean SCS among the eight treatments (p > 0.05), indicating that the mean SCS in the preserved ESECAE area is statistically similar to the mean SCS values recorded in the cerrado sensu stricto areas at FAL, which underwent different management systems in 1988 and have been protected for decades for vegetation recovery. Similarly, the anthropized area at ESECAE, which has also been protected since 1988, presented a mean SCS comparable to that of a preserved cerrado area. Our results show that, on average, the eight studied cerrado sensu stricto areas store approximately 57.32 ± 2.73 Mg ha⁻¹ of carbon in the top 20 cm of soil. We highlight that the woody native vegetation in the anthropized ESECAE cerrado area, despite having low individual density and low species richness, is completely dominated by exotic invasive grasses. These grasses, despite hindering the recovery of woody vegetation, positively contribute to SCS. However, these exotic grasses negatively influence the resilience of the cerrado sensu stricto at ESECAE, competing with and preventing the establishment and regeneration of native woody species. Therefore, we conclude that cerrado sensu stricto areas that have been deforested and used for agriculture and livestock but later protected for long-term natural vegetation recovery, as well as areas that were deforested only once for wood extraction (whether by chainsaw or blade tractor) and subsequently protected for the same period, exhibit SCS levels comparable to those of a preserved cerrado sensu stricto area.pt_BR
Aparece na Coleção:Engenharia Florestal



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