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Título: Ecos da violência contra as mulheres negras: a invisibilidade dos órfãos das vítimas de feminicídio
Autor(es): Lucas, Jhenifer Caroline de Amorim
Orientador(es): Costa, Anabelle Carrilho da
Assunto: Violência doméstica
Racismo
Feminicídio
Mulheres negras
Crianças
Crianças órfãs
Órfãos
Data de apresentação: 28-Mar-2025
Data de publicação: 10-Dez-2025
Referência: LUCAS, Jhenifer Caroline de Amorim. Ecos da violência contra as mulheres negras: a invisibilidade dos órfãos das vítimas de feminicídio. 2025. 62 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Serviço Social) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Não é possível determinar algum grupo específico que esteja isento de passar pela violência doméstica, visto que independe de raça, classe, idade ou qualquer outro marcador social. Porém, dados mostram que determinados grupos sofrem mais que outros, e isso remete na maioria dos casos às mulheres pobres e negras. O racismo é presente de tal forma, que enquanto o índice de violência doméstica diminui entre mulheres brancas, acontece o oposto com mulheres negras. Sendo esse o perfil de mulheres que mais sofre, é preciso pensar nas vítimas indiretas do crime: os filhos. Ao presenciar um relacionamento permeado por várias violências, ainda que os filhos não façam parte diretamente, estes são atingidos e violados, uma vez que traumas serão gerados. E quando, por falha do Estado, perdem a mãe para o feminicídio, geralmente perdem também o pai que é preso, foragido ou se suicida; são colocados em uma situação de extrema vulnerabilidade emocional, e tornam-se órfãos. A partir disso, o objetivo da pesquisa é analisar de que forma os mecanismos de proteção atuam nos desdobramentos da violência contra as mulheres e dos feminicídios no Brasil, e como os filhos/as e órfãos são imbricados a partir da perspectiva de raça. A metodologia da pesquisa foi a revisão bibliográfica e análise documental com vistas a entender como mulheres e crianças negras são desumanizadas historicamente. Mostra-se os altos índices de feminicídio e os desdobramentos que impactam as crianças e adolescentes que vivenciam a violência doméstica. Sobretudo analisa-se como os Relatórios de Monitoramento de Feminicídio do Distrito Federal e o programa Acolher Eles e Elas retratam os órfãos. Constatou-se que faltam políticas públicas que sejam implementadas com a lógica da interseccionalidade não só para as mulheres vítimas de violência doméstica, como também para os órfãos, o racismo institucional é a principal causa disso.
Abstract: It is not possible to determine any specific group that is exempt from experiencing domestic violence, as it is independent of race, class, age, or any other social marker. However, data shows that certain groups suffer more than others, and in most cases, this refers to poor and Black women. Racism is present in such a way that while the rate of domestic violence decreases among white women, the opposite occurs with Black women. Given that this is the profile of women who suffer the most, it is essential to consider the indirect victims of the crime: the children. By witnessing a relationship permeated by various forms of violence, even if the children are not directly involved, they are affected and violated, as traumas will be generated. And when, due to the state's failure, they lose their mother to femicide, they often also lose their father, who may be imprisoned, on the run, or may commit suicide; they are placed in a situation of extreme emotional vulnerability and become orphans. From this perspective, the aim of the research is to analyze how protection mechanisms operate in the aftermath of violence against women and femicides in Brazil, and how children and orphans are intertwined from a racial perspective. The research methodology involved a literature review and documentary analysis aimed at understanding how Black women and children have been historically dehumanized. It highlights the high rates of femicide and the repercussions that impact children and adolescents who experience domestic violence. Above all, it analyzes how the Monitoring Reports on Femicide from the Federal District and the program "Acolher Eles e Elas" portray orphans. It was found that there is a lack of public policies implemented with an intersectional logic not only for women victims of domestic violence but also for orphans, institutional racism is the main cause of this.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Serviço Social, 2025.
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