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Título: Governança da inteligência artificial como bem comum digital : uma análise do PL 2338/2023 à luz do IAD e das iniciativas internacionais
Autor(es): Porto, Rafael Françoes
Orientador(es): Calmon, Paulo Carlos Du Pin
Assunto: Inteligência artificial
Bens digitais
Governança
Data de apresentação: 1-Set-2025
Data de publicação: 28-Nov-2025
Referência: PORTO, Rafael Françoes. Governança da inteligência artificial como bem comum digital: uma análise do PL 2338/2023 à luz do IAD e das iniciativas internacionais. 2025. 71 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciência Política) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: A crescente centralidade da inteligência artificial (IA) nas estruturas sociais, econômicas e políticas contemporâneas impõe a necessidade urgente de mecanismos de governança institucional que promovam o uso responsável, transparente e democrático dessa tecnologia. Este trabalho analisa criticamente o Projeto de Lei nº 2338/2023, marco regulatório brasileiro sobre IA, à luz do Institutional Analysis and Development Framework (IAD) e dos oito princípios de design institucional formulados por Elinor Ostrom para a governança de bens comuns. Parte-se da hipótese de que a IA, enquanto ecossistema sociotécnico transversal e de uso coletivo, deve ser tratada como um bem comum digital. Metodologicamente, a pesquisa utiliza análise qualitativa e documental, com ênfase em categorias analíticas pré-definidas. Os resultados apontam que o PL 2338/2023 apresenta avanços normativos importantes, como a criação de estruturas de governança policêntricas e princípios de transparência e proporcionalidade, mas ainda carece de instrumentos robustos de participação social, monitoramento e resolução de conflitos. A comparação com iniciativas internacionais, como o AI Act europeu e diretrizes dos EUA e do BRICS, evidencia convergências e lacunas da abordagem brasileira. Conclui-se que uma governança efetiva da IA como bem comum digital exige arranjos institucionais inclusivos, adaptativos e multiescalares.
Abstract: The growing centrality of artificial intelligence (AI) in contemporary social, economic, and political structures demands urgent institutional governance mechanisms to ensure the responsible, transparent, and democratic use of this technology. This thesis critically analyzes Brazil’s Bill No. 2338/2023 — a proposed regulatory framework for AI — using Elinor Ostrom’s Institutional Analysis and Development (IAD) Framework and her eight institutional design principles for commons governance. The study is grounded in the hypothesis that AI, as a transversal and collectively used sociotechnical ecosystem, should be treated as a digital common good. Methodologically, the research adopts a qualitative and documentary approach, guided by predefined analytical categories. The findings show that the bill offers significant regulatory advances, such as the establishment of polycentric governance structures and principles of transparency and proportionality, but lacks robust mechanisms for social participation, monitoring, and conflict resolution. A comparison with international initiatives — including the European Union’s AI Act, U.S. executive guidelines, and the BRICS Declaration — reveals both strengths and gaps in the Brazilian approach. The study concludes that effective AI governance as a digital common good requires inclusive, adaptive, and multilevel institutional arrangements.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciência Política, 2025.
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