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Título: Consumo de alimentos: uma análise intergeracional à luz do modelo COM-B
Autor(es): Rosinha, Daniela França
Orientador(es): Alfinito, Solange
Assunto: Alimentação
Consumidores
Consumidores - atitudes
Alimentos - consumo
Data de apresentação: 13-Fev-2025
Data de publicação: 31-Out-2025
Referência: ROSINHA, Daniela França. Consumo de alimentos: uma análise intergeracional à luz do modelo COM-B. 2025. 54 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Administração) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: O cenário alimentar contemporâneo é marcado pela crescente industrialização das refeições, aumento da ingestão de produtos alimentícios de baixa qualidade nutricional e impactos severos das práticas alimentares na saúde coletiva e no ecossistema, gerando a necessidade de alteração dos comportamentos de consumo. Nesta toada, é possível, então, observar o comportamento como resultado da integração de diversos fatores, que, em interação, produzem determinados hábitos. O modelo COM-B apresenta estes fatores influenciadores do consumo agrupados em 3 dimensões: capacidades, objetivos e motivações, que podem sofrer intervenções e gerar as condutas desejadas. Frente a isso, este trabalho teve como objetivo avaliar as capacidades, oportunidades e motivações que influenciam o comportamento de consumo alimentar em diferentes gerações. A abordagem geracional se mostra pertinente porque indivíduos pertencentes a um mesmo grupo geracional apresentam comportamentos em comum e se diferenciam dos demais agrupamentos pelos cenários cultural e socioeconômico que compartilharam ao longo da vida. Para atingir esse objetivo, foi realizada uma pesquisa quantitativa, descritiva e aplicada, englobando participantes pertencentes às gerações Baby Boomers, X, Y (Millennials) e Z. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário estruturado, que abordou as dimensões do modelo COM-B, e os dados foram analisados utilizando técnicas estatísticas, como Análise Fatorial Exploratória (AFE) e Análise de Variância (ANOVA). Os resultados indicaram que as gerações diferem significativamente quanto às motivações alimentares, sendo que a geração Z foi mais influenciada por aspectos emocionais, enquanto as gerações mais velhas se mostraram mais preocupadas com a saúde e planejamento alimentar. Além disso, foi constatado que as capacidades, como habilidades culinárias e o conhecimento sobre alimentação saudável, e as oportunidades, como a disponibilidade de alimentos, também desempenham papéis importantes nas escolhas alimentares para a maioria das gerações. Por fim, identificou-se pouca relevância de variáveis, como sexo e renda, nos resultados observados. A pesquisa contribui para a compreensão das influências que moldam os comportamentos alimentares intergeracionais e sugere que as intervenções para promover hábitos alimentares mais saudáveis e sustentáveis devem ser segmentadas de acordo com as características de cada geração.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas, Departamento de Administração, 2025.
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