Título: | Efeito da frequência cardíaca de repouso na função autonômica cardíaca pós-esforço em indivíduos com sintomas de transtornos mentais comuns |
Autor(es): | Dias, Jair Júnior Lopes |
Orientador(es): | Molina, Guilherme Eckhardt |
Coorientador(es): | Guimarães, Freddy Enrique |
Assunto: | Transtorno mental Frequência cardíaca |
Data de apresentação: | 21-Fev-2025 |
Data de publicação: | 31-Mar-2025 |
Referência: | DIAS, Jair Júnior Lopes. Efeito da frequência cardíaca de repouso na função autonômica cardíaca pós-esforço em indivíduos com sintomas de transtornos mentais comuns. 2025. 42 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Educação Física) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
Resumo: | Introdução: Transtornos Mentais Comuns (TMC) estão associados à disfunção
autonômica cardíaca. A frequência cardíaca de repouso, registrada nas posições
supina (FCsup) e ortostática (FCort), e a frequência cardíaca de recuperação (FCR),
após teste de esforço máximo (CPX) são marcadores poderosos e independentes de
morbimortalidade cardiovascular. Portanto, espera-se que a FCR e sua variabilidade
dependa da FC no repouso. Contudo, essa relação não foi completamente
explorada, principalmente em populações com sintomas de TMC. Objetivo:
Correlacionar a FCR e a reativação cardiovagal (rMSSD) com a FC de repouso, nas
posições supina e ortostática, em indivíduos com sintomas de TMC. Métodos:
Foram avaliados 24 indivíduos (14 mulheres e 10 homens) com sintomas de TMC,
classificados por meio do questionário DASS-21, com idade mediana (quartis) de 22
(22 - 22,33) anos e IMC de 21,7 (19,88 - 24,59) Kg/m². Durante o repouso, a FCsup
e FCort foram registradas durante 5 minutos em cada posição. Após o CPX na
esteira, a FC foi registrada durante 2 minutos. A FCR foi calculada em valores
absolutos pela diferença entre a FC pico e a FC do segundo minuto de recuperação.
O registro da FC foi realizado pelo frequencímetro Polar RS800CX. Utilizou-se a
estatística não-paramétrica, testes de correlação de Spearman e Modelos Lineares
Generalizados (GLM) simples e múltiplo, ajustado para o sexo e VO2pico relativo. O nível de significância adotado foi de 0,05. Resultados: A FCR foi correlacionada
negativamente com a FCsup (rs = -0,51; p = 0,01), e com a FCort (rs = - 0,57; p <
0,01). O rMSSD correlacionou negativamente com a FCort (rs = -0,61; p < 0,01).
Adicionalmente, o GLM mostrou o efeito da FCsup na FCR [β= - 0,7; CI 95% (- 1,19
a - 0,22); R² = 27%; p= 0,01] e no r-MSSD [β= - 0,07; CI 95% (- 0,13 a - 0,01); R² =
18%; p 0,04] e o efeito da FCort na FCR [β= - 0.42; CI 95% (- 0,71 a - 0,11); R² =
23%; p < 0,02] e no rMSSD [β= - 0,05; CI 95% (- 0.08 a - 0,01); R² = 23%; p=< 0,03].
Conclusão: A FCR e a reatividade cardiovagal correlacionaram negativamente com
a FC de repouso em indivíduos com sintomas de TMC. Por fim, a FC de repouso
explica a recuperação entre 19 a 33% desses indivíduos. |
Abstract: | Introduction: Common Mental Disorders (CMD) are associated with cardiac
autonomic dysfunction. Resting heart rate, recorded in the supine (HRsup) and
orthostatic (HRort) positions, and recovery heart rate (RHR) after maximal exercise
testing (CPX) are powerful and independent markers of cardiovascular morbidity and
mortality. Therefore, it is expected that RHR and its variability depend on resting HR.
However, this relationship has not been fully explored, especially in populations with
CMD symptoms. Objective: To correlate RHR and cardiovagal reactivation (rMSSD)
with resting HR, in the supine and orthostatic positions, in individuals with CMD
symptoms. Methods: Twenty-four individuals (14 women and 10 men) with CMD
symptoms classified by the DASS-21 questionnaire, with a median age (quartiles) of
22 (22 - 22.33) years and BMI of 21.7 (19.88 - 24.59) kg/m², were evaluated. During
rest, HRsup and HRort were recorded for 5 minutes in each position. After CPX on
the treadmill, HR was recorded for 2 minutes. HRR was calculated in absolute values
by the difference between peak HR and HR in the second minute of recovery. HR
was recorded by a Polar RS800CX heart rate monitor. Nonparametric statistics,
Spearman correlation tests, and simple and multiple Generalized Linear Models
(GLM) adjusted for sex and relative VO2peak were used. The significance level
adopted was 0.05. Results: HRR was negatively correlated with HRsup (rs = -0.51; p
= 0.01) and with HRort (rs = - 0.57; p < 0.01). rMSSD correlated negatively with
HRort (rs = -0.61; p < 0.01). Additionally, the GLM showed the effect of HRsup on
HRR [β= - 0.7; CI 95% (- 1.19 to - 0.22); R² = 27%; p= 0.01] and on r-MSSD [β= -
0.07; CI 95% (- 0.13 to - 0.01); R² = 18%; p 0.04] and the effect of HRort on HRR [β=
- 0.42; CI 95% (- 0.71 to - 0.11); R² = 23%; p < 0.02] and in rMSSD [β= - 0.05; CI
95% (- 0.08 to - 0.01); R² = 23%; p=< 0.03]. Conclusion: HHR and cardiovagal
reactivity were negatively correlated with resting HR in individuals with CMD
symptoms. Lastly, resting HR explained recovery in 19 to 33% of these individuals. |
Informações adicionais: | Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação Física, 2025. |
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