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Título: O vazamento da barragem de Fundão no município de Mariana, Minas Gerais, impactou as notificações dos casos de febre amarela?
Autor(es): Almeida, Valéria Regina Souza
Orientador(es): Andrade, Andrey José de
Coorientador(es): Ázara, Tatiana Mingote Ferreira e
Assunto: Febre amarela
Epidemiologia
Transmissão de doenças
Desastres ambientais
Data de apresentação: 31-Mar-2022
Data de publicação: 1-Dez-2022
Referência: ALMEIDA, Valéria Regina Souza. O vazamento da barragem de Fundão no município de Mariana, Minas Gerais, impactou as notificações dos casos de febre amarela? 2022. 70 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Especialização em Entomologia Médica) — Universidade de Brasília, Brasília, 2022.
Resumo: Introdução: Entre 2016-2018 houve um surto de febre amarela (FA) nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo o qual poderia estar ligado ao rompimento da barragem de rejeitos de Fundão no município de Mariana, Minas Gerais, em 2015. Presumiu-se que o surto da doença poderia ter relação com a degradação ambiental, levando a uma alteração do ciclo dos vetores. Outra possibilidade seria o fato de a cobertura vacinal ser considerada baixa nestes locais antes do acidente. Objetivo: Descrever o cenário epidemiológico da FA nos municípios atingidos pelo desastre de Mariana/MG. Métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo de caráter exploratório, utilizando dados secundários dos casos notificados de FA, óbitos e cobertura vacinal nos 39 municípios atingidos pelo desastre no período de 2010-2020. Resultados: Para o Espírito Santo foram confirmados 262 casos da doença e este valor representa 24,5% dos casos notificados no período de 2012 a 2020. O número de óbitos em decorrência da doença foram 83, ou seja, 32% dos casos confirmados. Em Minas Gerais foram notificados 1.013 casos de FA, este valor representa 34% do total de casos notificados no período analisado. O número de óbitos foi de 267, isto significa, 26% dos casos confirmados da doença. Observou-se que a transmissão foi predominante no sexo masculino em idade economicamente ativa. A cobertura vacinal nos municípios de Minas Gerais prosseguiu acima dos 80% na maioria dos municípios afetados pela tragédia, enquanto nos municípios pertencentes ao Espírito Santo a cobertura vacinal se manteve baixa apresentando uma média de 31,5% para os cinco municípios afetados. Conclusões: Não foi possível estabelecer uma relação direta entre o aumento do número de casos de FA na área de estudo com o rompimento da barragem em Mariana/MG. Os achados neste estudo expandem o conhecimento acerca do perfil epidemiológico da doença nos municípios atingidos, direta e indiretamente. Acredita-se que aumento dos casos de FA na região, pode ter sido decorrente de negligência e falta de planejamento, fazendo-se necessário o fortalecimento dos sistemas de vigilância em saúde.
Informações adicionais: Trabalho de conclusão de curso (especialização) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2022.
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