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Título: Terra, amor e existência : sobre a atuação do coletivo LGBT do movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Autor(es): Magalhães, Pedro Mourão de Moura
Orientador(es): Messenberg, Débora
Assunto: Homossexualidade
Movimentos sociais
Comunidade LGBT
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Data de apresentação: 2017
Data de publicação: 8-Fev-2018
Referência: MAGALHÃES, Pedro Mourão de Moura. Terra, amor e existência: sobre a atuação do coletivo LGBT do movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. 2017. 73 f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Ciências Sociais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Resumo: Dentre as formas de se fazer política na modernidade, movimentos sociais se evidenciam como a categoria mais comum de se organizar politicamente para além das fronteiras do Estado. Sendo possíveis devido à uma organização coletiva de pessoas comuns ao redor de uma causa unificadora, movimentos sociais se debruçam sobre os mais diversos temas: ecologia, feminismo, nacionalismo, etc. No caso específico do estudo presentemente apresentado, será discutido um dos maiores movimentos da América Latina, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). À luz de uma discussão histórica quanto à consolidação da heterossexualidade enquanto regra nas sociedades ocidentais, e da teoria dos movimentos sociais, foi proposta uma análise do recém surgido coletivo LGBT – MST, coletivo esse surgido a partir de uma organização conjunta de jovens militantes sem-terra. Um movimento construído em um espaço rural, notoriamente tradicionalista e marcado por heteronormatividades, tomar como uma de suas diretrizes políticas a defesa da pluralidade humana pode parecer algo novo e inesperado no cenário político brasileiro. Entretanto, ao analisarmos pacientemente a trajetória do movimento e a biografia dos seus militantes, nos defrontamos com a multiplicidade de indivíduos que compõem o MST, movimento esse que, com mais de 300 mil militantes, é tão plural quanto o Brasil rural. Ademais, o estudo do surgimento do coletivo supracitado traz importantes reflexões no que se refere à necessidade contínua de readaptação de entidades políticas frente à conjunturas em constante transformação – processo esse que resulta em uma transformação da identidade coletiva do movimento, o tornando mais ou menos eficaz em sua capacidade de mobilização.
Abstract: Amongst the different manners of conducting politics in the modern age, social movements are one of the most common forms of political organization beyond the frontiers of the State. Made possible by a collective organization of common people around a common cause, social movements can act upon a wide variety of themes, such as ecology, feminism, nationalism, etc. This study focusses on one of the largest social movements in Latin America, the Landless Workers Movement (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST). Under the light of a historical recollection of the consolidation of heterosexuality as a norm in western societies, and backed by the social movements theory, an analysis of the recently established LGBT – MST collective was conducted. In the Brazilian political scenery, for a social movement that was formed in the notoriously traditionalistic rural space, scarred by heteronormativities, to stablish as one of its causes the defense and promotion of human diversity may be read as something new and unexpected. However, through a careful and patient analysis of the history of the movement and of the 300 thousand militants that compose it, we come upon the acknowledgment that the MST is as plural as rural Brazil. Besides, the study of the aforementioned collective brings forth important reflections as to the constant need for social movements to undergo forms of political rehabilitation, given the constant transformations that political conjunctures face – being it a process that results in a possible transformation of the movement’s collective identity, thusly making it less or more effective in its mobilization capacities.
Informações adicionais: Trabalho de conclusão de curso (graduação)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, 2017.
DOI: http://dx.doi.org/10.26512/2017.TCC.19312
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