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Título: O sujeito locativo em sentenças do português do Brasil : uma análise preliminar
Autor(es): Mariani, Carine Pereira
Orientador(es): Naves, Rozana Reigota
Assunto: Língua portuguesa - gramática
Língua portuguesa - semântica
Data de apresentação: Jul-2009
Data de publicação: 31-Mai-2011
Referência: MARIANI, Carine Pereira. O sujeito locativo em sentenças do português do Brasil: uma análise preliminar. 2009. 43 f. Monografia (Bacharelado e Licenciatura em Letras Português e Respectivas Literaturas)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.
Resumo: O presente estudo visa analisar, sob a perspectiva da Gramática Gerativa, sentenças do Português do Brasil (PB) em que a posição sujeito encontra-se ocupada por um sintagma com interpretação locativa, equivalente à interpretação de um adjunto adverbial de lugar sem preposição, formando o chamado Sujeito Locativo, de que as construções a seguir são exemplos: (1) a. A estante falta livro. b. A casa tem um quarto. c. Essa cidade tem muitas praias. d. Essa caneta acabou a tinta. Esse tipo de construção tem-se tornado cada vez mais comum no PB, sendo utilizada e aceita inclusive por muitos falantes cultos. Essas sentenças, mesmo assim, são ignoradas pela Gramática Tradicional (GT). Tal fato se explica porque, para a GT, sujeito é o termo essencial da oração que normalmente pratica a ação expressa pelo verbo, com o qual deve concordar, e que não deve ser preposicionado. Sendo assim, a definição de sujeito da GT não se aplica às sentenças em (1), visto que essas descumprem, ao menos, duas das definições de sujeito da GT, sendo, portanto, consideradas como não pertencendo ao padrão culto. Serão abordadas as definições de sujeito e de tópico da Gramática Tradicional e da Gramática Gerativa, destacando os equívocos que existem na conceituação daquele termo de forma isolada e da falha de não prever as construções possíveis na língua, tais como a do objeto de estudo deste trabalho. Da mesma forma, também se abordará as definições dadas ao adjunto adverbial de lugar sob as duas perspectivas. Posteriormente, será feita uma breve explanação, no capítulo 2, sobre a interface sintaxe-semântica, dando enfoque ao conceito de papel temático e a sua importância na análise proposta. Com o auxílio da interface entre essas duas áreas da ciência Linguística, vislumbra-se elucidar também como se dá a correspondência entre os papéis temáticos atribuídos semanticamente pelo predicador (o verbo) a cada um dos seus argumentos. No capítulo 3, abordar-se-á de forma sucinta a discussão que existe atualmente sobre o fato do PB estar em processo de se tornar uma língua de tópico, ou seja, estar deixando de ser uma língua pro-drop (sujeito nulo) para se tornar uma língua não prodrop (em que a realização do sujeito se faz obrigatória). Além disso, serão apresentados resultados de estudos sobre a diferenciação e/ou confusão que existe entre a classificação dos termos à esquerda do verbo em tópicos e/ou adjuntos e também as características observadas na realização do elemento adverbial sem a sua respectiva preposição na posição sujeito, os chamados adjuntos sem cabeça. No capítulo 4 será apresentada uma proposta de análise para as sentenças com sujeito locativo, tratando dos aspectos envolvidos nestas, a saber: a(s) tipologia(s) verbal (is) participante(s) e o(s) seu(s) argumento(s), analisando por meio de testes sintáticos se o adjunto locativo é ou não argumento do verbo, se há ou não o fenômeno da alternância verbal e se ocorre o alçamento de um termo que tipicamente não é argumento, o adjunto, para a posição de sujeito, que se encontra ‘vazia’. Por fim, serão expostas as implicações observadas ao longo do trabalho, sobre o fenômeno estudado (o sujeito locativo).
Informações adicionais: Monografia (graduação)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Lingüística, Português e Línguas Clássicas, Seminário de Português, 2009.
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