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Título: Clube vizinhança 112|113 norte
Autor(es): Aires, Marina Bacha Junho
Orientador(es): Pereira, Bruno Capanema
Assunto: Clubes
Projeto arquitetônico
Brasília (DF) - planejamento urbano
Data de apresentação: 3-Jun-2014
Data de publicação: 26-Set-2014
Referência: AIRES, Marina Bacha Junho. Clube vizinhança 112|113 norte. 2014. 3 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.
Resumo: CLUBE VIZINHANÇA: Clube de Vizinhança é a forma como são denominados os Clubes Sociais Esportivos e Recreativos, que desempenhariam um importante papel dentro das Unidades de Vizinhança de Brasília para a população. Segundo o Relatório do Plano Piloto, proposto por Lúcio Costa, esses equipamentos urbanos localizados próximos às habitações, visavam uma promoção de uma “coexistência social” (COSTA, 1957). Os lotes destinados à esses Clubes seriam os das Entrequadras Norte e Sul da cidade. Inicialmente previstos em seis, apenas um foi construído, o Clube de Vizinhança Nº1 da Entrequadra Sul 108/109. Com projeto original do próprio Lúcio Costa, esse Clube foi construído um pouco depois da construção de Brasília. O Clube de Vizinhança 112/ 113 Norte visa, portanto, a promoção de atividades de Esporte e Lazer dentro do contexto urbano das Entrequadras próximo às habitações e outros serviços. Além disso, possui a intenção de promover um espaço de encontro destinado à convivência da população. LOCALIZAÇÃO: O Clube de Vizinhança visa atender à comunidade do Plano Piloto, em especial àquela próxima ao seu entorno, integrando o ideal de Unidade de Vizinhança proposto por Lúcio Costa. Dessa forma, a escolha de uma Entrequadra como lote para o projeto visa tornar o uso do Clube mais cotidiano. Tendo em vista que atualmente há uma setorização dos clubes sociais recreativos nos setores de Clubes Sul e Norte, próximos ao Lago Paranoá e afastados das habitações do Plano Piloto. Ainda, os terrenos das Entrequadras encontram-se atualmente desocupados em sua grande maioria, o que gera uma descontinuidade urbana, principalmente na porção Norte da cidade. Assim, o terreno escolhido para o projeto foi o da Entrequadra Norte 112/ 113. Além das condicionantes do terreno, como a sua declividade e a vista da cidade, a proximidade com o Parque Olhos D’Água foi também um dos fatores que motivaram essa escolha. Apesar de estar do lado oposto dos Eixos Rodoviários, o Clube de Vizinhança complementaria as atividades do Parque, que não contempla uma diversidade muito grande de atividades de esporte e lazer. PRIVADO X PÚBLICO: O projeto do Clube, apesar de considerar os ideais de compor uma Unidade de Vizinhança previsto por Lúcio Costa, propondo atividades próximas às habitações, deve também levar em consideração o contexto atual do local do projeto e sua relação com a cidade. Dessa forma, uma das maiores dificuldades do projeto surgem ao propor um espaço privado e seguro para os usuários do Clube, e, simultaneamente, criar um espaço permeável e com usos públicos de forma com que o lote não perca sua dinâmica com o entorno. Assim, foram determinados alguns conceitos e diretrizes de acordo com os estudos feitos a partir das condicionantes do local. PERMEABILIDADE: Atualmente, o lote da Entrequadra escolhido para o projeto não possui nenhum equipamento construído. Existe apenas uma grande área de gramado com poucas árvores e duas traves de gol, o que indica o uso do local como campo de futebol, apesar das precárias condições. Também estão presentes alguns caminhos de terra demarcados na grama, indicando um fluxo de pedestres/ bicicletas em determinados percursos. Foram delimitados, com isso, os principais fluxos no terreno, que cortam o lote nos sentidos longitudinal, que marca uma passagem do Comércio Local até o Eixinho, e transversal, que une as duas Superquadras do entorno. Dessa forma, nasce um dos conceitos para o projeto, o de manter a permeabilidade dos fluxos existentes e a visual, aproveitando a declividade natural do terreno de forma a preservar e valorizar a principal vista da cidade à Nordeste. INTEGRAÇÃO | VIVÊNCIA: Outro fator importante para o projeto são os edifícios e equipamentos presentes em seu entorno. Portanto, é importante levar em consideração uma forma de integrar esses espaços, da mesma forma como Brasília foi proposta inicialmente, com a criação das Unidades de Vizinhança. Em vista disso, uma das diretrizes para o Clube da 112/ 113 Norte é a promoção da integração com o entorno, não apenas com o Comércio Local e os Eixos Rodoviários, mas também com as Superquadras, criando-se ao longo dessa integração espaços de vivência como praça, restaurante, café, livraria, lanchonete e lojas. Esses espaços foram criados próximos aos eixos dos fluxos principais. O eixo transversal foi proposto ainda, de forma a conectar uma praça arborizada existente na Superquadra da 113 Norte com o restante do projeto. Essa encontra-se hoje em estado precário e praticamente inutilizável. Dessa forma, pretende-se revitalizar o espaço de maneira a trazer uma maior vivência para o local. ACOLHIMENTO: O espaço do Clube conta com uma área mais privada e outra de âmbito público. Ambos, com o intuito de serem locais agradáveis e convidativos aos seus usuários e transeuntes. Outra diretriz adotada, portanto, foi a questão do acolhimento. Afinal, a população deve ter suas necessidades atendidas e o direito ao esporte e ao lazer preservados da melhor maneira possível. O espaço privado é composto pelos volumes principais, ordenados nos sentidos dos eixos principais, e de áreas abertas dispostas ao seu redor, além de outras áreas presentes nos níveis inferiores. Já o espaço público dispõe de uma grande praça formada em uma faixa mais ao Sul do lote, e conta com atividades públicas distribuídas em torno dos eixos transversal e longitudinal tornando-o não só um local de passagem, mas também um local agradável de encontro da população.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (graduação)—Universidade de Brasília, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Projeto de Diplomação 2, 2014.
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