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Título: O negativo da palavra : o silêncio, o não-dito e o inefável como temas comuns às fases do pensamento de Wittgenstein
Autor(es): Seabra, Edward de Araújo
Orientador(es): Lima, Erick Calheiros de
Assunto: Linguagem e línguas - filosofia
Hermenêutica (Filosofia)
Wittgenstein, Ludwig, 1889-1951
Gadamer, Hans Georg, 1900-2002
Data de apresentação: 6-Ago-2013
Data de publicação: 31-Out-2013
Referência: SEABRA, Edward de Araújo. O negativo da palavra: o silêncio, o não-dito e o inefável como temas comuns às fases do pensamento de Wittgenstein. 2013. 76 f. Monografia (Bacharelado em Filosofia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.
Resumo: A partir das várias referências de Wittgenstein ao longo de toda sua obra sobre aquilo de que não se pode falar, que se pode tão somente mostrar, ou aquilo que não se deixa expressar como achamos que deveria – mas que se expressa à sua própria maneira, se formos capazes de uma compreensão mais refinada –, tentei tematizar o não-dito, de uma forma explícita que o autor nem sempre fez, como algo que ele sempre pretendeu investigar. A esse estudo das diferentes fases do pensamento de Wittgenstein, procurei acoplar uma leitura da filosofia de Gadamer segundo o que este próprio sugeriu em entrevista contida no Gadamer-Lesebuch; a saber, de que sua “hermenêutica filosófica” era conduzida precisamente pela busca do não-dito em tudo aquilo que é dito. Mais do que apontar diretamente uma possibilidade futura para o desenvolvimento intelectual de Wittgenstein, quis argumentar que este, tanto em sua época de “pragmatismo semântico” quanto naquela em que foi tido como expoente máximo da filosofia analítica clássica, sempre intuiu questões que o impulsionavam a uma superação de si mesmo. De certo modo, é como se Wittgenstein, seguindo consciente e deliberadamente a pretensão analítica de refundar a filosofia ocidental, estivesse sempre se enredando em labirintos que atestavam a necessidade de retorno à tradição. Entre as iluminadas vielas às quais parecia conduzir uma reflexão por demais ortodoxa, a rota de fuga estava sempre presidida por uma venerável sombra – era a sombra de Gadamer.
Informações adicionais: Monografia (graduação)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, 2013.
Aparece na Coleção:Filosofia - Graduação



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