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Título: A escola como um lugar da não diferença
Autor(es): Oliveira, Poliana Rufino Cardoso de
Orientador(es): Dias, Juliana de Freitas
Assunto: Educação do adolescente
Língua portuguesa - estudo e ensino
Data de apresentação: 5-Dez-2015
Data de publicação: 15-Jun-2018
Referência: OLIVEIRA, Poliana Rufino Cardoso de. A escola como um lugar da não diferença. 2015. 70 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Letramento e Práticas Interdisciplinares nos Anos Finais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.
Resumo: Este trabalho surgiu do desejo de compreender as demandas e necessidades de aprendizagem dos adolescentes das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio. Assim, questões como O que os adolescentes gostariam de aprender? Como gostariam de aprender? e O que precisam aprender? em relação à disciplina de Língua Portuguesa, estão entre as perguntas que norteiam este trabalho. A hipótese inicial que conduziu a pesquisa foi a de que a atenção e valorização da identidade discente, o trabalho a partir das especificidades dos sujeitos da aprendizagem, pode contribuir para um processo de ensino-aprendizagem mais eficaz, na medida em que se torna relevante para o educando, valoriza suas potencialidades e lhes permite avançar independentemente do seu ponto de partida, respeitando suas limitações. Além disso, práticas pedagógicas centradas na identidade dos sujeitos podem favorecer uma educação crítica, emancipadora e potencialmente transformadora, conforme fortaleçam as identidades minoritárias, promovam a reflexão sobre valores identitários e questionem ideologias presentes no cotidiano escolar. Além disso, este trabalho apresenta as mudanças identitárias da professora pesquisadora que ocorreram no processo de busca da compreensão da identidade discente e da relação entre esta e o fazer pedagógico. Na primeira etapa do percurso desta pesquisa, buscando respostas às questões iniciais, procurou-se compreender como os alunos veem o ensino de Língua Portuguesa e quais suas expectativas com relação à disciplina. Os dados revelam que alunos e pais têm uma visão tradicionalista do ensino de português, com práticas relacionadas à repetição e memorização de conceitos. As práticas internalizadas pelos alunos indicam que as posturas docentes também podem estar sendo bastante tradicionalistas. Entretanto, dados gerados a partir de memoriais produzidos pelos alunos revelam muitos anseios e conflitos dos estudantes que vão na contramão dessas práticas ainda tão presentes no cotidiano escolar. A antroposofia e a pedagogia crítica, bases teóricas desta pesquisa, apontam para a necessidade de se investir em práticas pedagógicas que deem voz aos anseios dos estudantes, que respeitem suas especificidades e identidades como possibilidades de formação integral do educando, como sujeitos autores e transformadores de suas histórias, e o professor como intelectual transformador.
Informações adicionais: Trabalho de Conclusão de Curso (especialização)—Universidade de Brasília, 2015.
Aparece na Coleção:Letramento e Práticas Interdisciplinares nos Anos Finais

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